Lido: DC Especial #2 – Gavião Negro (Editora Panini)

Capa do 1º encadernado do Gavião Negro

Capa do 1º encadernado do Gavião Negro

. Volume de Spoilers: Poucos, nada que estrague sua leitura.

Esta não é lançamento, e já li há um tempo, mas achei bom resgatar porque parece que as aventuras atuais do Gavião Negro não costumam ter muitos leitores… o que é uma pena, já que são bem bacanas.
Claro, posso estar enganado, já que a Panini não disponibiliza números das vendas, mas ao menos nos fóruns e comunidades brasileiras há pouquíssimas menções a estas histórias, o que serve como um “termômetro”.

A série DC Especial é um título que reúne minisséries ou arcos de personagens que não contam com espaço regular nas revistas “de linha” da DC/Panini, começou a ser editada em 2004 e, numa periodicidade média trimestral, continua a sair nas bancas.

Esta edição foi a de número #2 (junho/2004) e a primeira dedicada ao Gavião Negro. Se não me engano, já saíram mais 3 edições com o personagem até o momento.

Bem, mas esta revista da Panini reúne as 6 primeiras edições da americana Hawkman, originalmente lançadas entre maio e outubro de 2002. Os autores são Geoff Johns e James Robinson – simplesmente 2 roteiristas de enorme prestígio atualmente e importantíssimos para a DC Comics – e o talentoso e (então) desconhecido Rags Morales nos desenhos. (148 pgs, R$ 12,90 – valor original).

Na história de abertura, “Primeiras Impressões”, o protagonista aparece atuando brevemente com seus colegas da Sociedade da Justiça, mas logo a história foca em St. Roch, a cidade imaginária que é escolhida como base pelo arqueólogo e alter ego do herói, Carter Hall, onde o principal elenco de coadjuvantes trabalha no Museu local e onde também a cética e nova Mulher-Gavião se dirige, atraída por informações sobre seu passado. Esta história serve basicamente para estabelecer o clima da série e do conturbado relacionamento entre o casal de heróis alados. O drama central é que a atual encarnação da Mulher-Gavião não se lembra de suas vidas passadas – ao contrário de Carter Hall – que sabe que Kendra Saunders é sua amada “predestinada”. Há bons momentos de tensão trabalhados a partir desta premissa durante várias histórias. O Gavião ainda encara no seu modo tradicional – isto é, violenta e impetuosamente, um vilão local chamado Bloqueio, enquanto Kendra viaja até a Índia.

As 3 histórias seguintes são uma sequência completa da aventura da dupla na Índia, enfrentando um grupo de vilões clássicos do Gavião, incluindo o Ladrão das Sombras, ao mesmo tempo em que surge uma nova ameaça na forma de Homens-Elefantes (estamos na Índia, afinal!) e outras maluquices. A trama começa bem mas tem momentos um pouquinho irregulares. Por sorte, a arte de Morales, as cores e a própria simpatia dos heróis rende um conjunto de boa qualidade.

As duas últimas histórias são uma pequena Saga chamada “Fundas e Arcos”, onde o Arqueiro Verde é, sem dúvida, a maior atração. Divertida, com bons diálogos e bons quebras, fecha bem o encadernado.

Apesar de não ser uma revista impecável, DC Especial #2 vale a pena por conta da própria despretensão das aventuras do herói – construídas em um modelo clássico e linear, com roteiros equilibrados entre ação, caracterização e narrativa; além da própria arte, que combina bastante com as tramas.

É interessante acompanhar a relação entre os dois Gaviões: por um lado, temos um Carter Hall superconfiante e agressivo, por outro uma Kendra Saunders cheia de dúvidas e precisando provar seu valor. Já os vilões não são originais e nem representam grandes ameaças, mas chegam a causar momentos embaraçosos aos heróis.

A Panini caprichou nos extras: um grande e detalhista texto intitulado “Encarnações”, de autoria do próprio Geoff Johns, conta as origens do Gavião Negro, sua parceira e amada Mulher-Gavião, e restabelece toda a confusa cronologia de ambos; há ainda uma galeria das (boas) capas do título e fichas dos personagens principais.

Em resumo:
– Revista acima da média, com textos e artes de qualidade.
– A clássica dupla de heróis alados da DC recomeça com uma cronologia arrumada e explicada.
– Talvez o maior ponto fraco seja a galeria de vilões pouco inspirada e ameaçadora.
– Claro que, se você já gosta dos personagens, mesmo que coadjuvantes da Sociedade da Justiça, precisa dar uma conferida. Talvez em uma próxima “FestComix” ou num bom sebo você encontre esta edição a um preço mais convidativo.
– Um apelo adicional para quem quiser arriscar é que a Panini continua publicando esta série no mesmo formato, ou seja, encadernados dentro da DC Especial.
Nota: 7,5.

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