Lido: Wolverine Anual #2 (Editora Panini)

Capa da revista Wolverine Anual 2 da Panini

Capa de Wolverine Anual 2 da Editora Panini

Volume de Spoilers: Poucos, leia sem medo!

Segunda edição “Anual” com o baixinho canadense mais famoso do mundo.
A editora brasileira reuniu 4 revistas diferentes das originais americanas e o resultado é um painel diversificado do anti-herói mutante, que terá um ano agitado pela frente, sobretudo porque estrela um filme ainda no 1º semestre de 2009. A capa é do Michael Turner, custa R$ 13,90, 132 páginas.
No geral, gostei da revista. A fórmula destas edições “anuais” da Panini parece que vem dando certo para publicar histórias com qualidade acima da média mas que, por motivos de espaço, dificilmente sairiam nas edições regulares mensais. Vamos aos detalhes das 4 aventuras:

1. O Homem do Poço.
Escrita por Jason Aaron, um dos mais novos talentos dos quadrinhos autorais trazidos para a Marvel, e desenhada por Howard Chaykin, que é o oposto, por ser um veterano da década de 80 e que está num momento bastante prolífico de sua carreira depois de anos afastado das HQs. Esta é uma história bastante diferente e que, por conta disso, pode desagradar a alguns leitores. Sem estragar muito, vemos Wolverine capturado e sofrendo barbaridades nas mãos de uma organização criminosa secreta, com direito ao surgimento de novos supervilões. A ênfase é em um dos funcionários dessa quadrilha. Gostei de como as coisas se encerram, apesar de alguns clichês do começo da narrativa e desta história ser, no fundo, uma introdução a algum arco futuro – tanto é que ela foi publicada originalmente na revista mensal do personagem (Wolverine #56, Vol. 02, outubro/2007).

2. Incêndio.
De Mike Carey, um dos atuais roteiristas das histórias dos X-Men e ex-Vertigo/DC, e desenhada pelo sempre competente Scott Kolins, é uma daquelas aventuras em que Logan resolve tudo do jeito dele, com a particularidade de envolver uma família em perigo e incêndios florestais. Relações familiares, ecologia, terrorismo, superação… sutilmente o autor resvala em tudo isso sem parecer piegas e conta uma boa aventura. Nos USA foi publicada como uma edição especial (que eles chamam de one shot) chamada Wolverine Special Firebreak, de fevereiro de 2008.

3. Inimigo Público Número Um.
De Daniel Way e Jon Proctor, é a mais fraca, sobretudo por começar bem, intrigante, quase construindo um novo e criativo universo, ambientado no período da Lei Seca nos USA, e ter um final apressado e com desenhos simplórios. Aliás, porque um quadro com a cabeça do Wolverine se repete diversas vezes? Mesmo com referências à saga “Origem”, poderia ter sido bem melhor. Saiu como uma edição da famosa série What If da Marvel (traduzida no Brasil como “O Que Aconteceria Se…”), que atualmente é esporádica, chamada What If Featuring Wolverine, de fevereiro de 2006.

4. A Canção de Morte de J. Patrick Smitt.
Esta saiu de fato em um Annual da Marvel, o #1 de 2007, com texto de Gregg Hurwitz, atualmente um dos roteiristas das HQs do Justiceiro, e desenhada por Marcelo Frusin (artista argentino). História policial, e das boas, com ênfase nos “bandidos”. Apesar da crueldade dos marginais, chegamos a ter pena da história de vida e remorso de um dos criminosos (o tal Patrick do título).

Conclusão.
O maior “senão” de Wolverine Anual #2 com certeza é o preço, que já traz um reajuste provável para os próximos meses. É quase o dobro do valor de uma revista mensal, mas não chega nem perto de ter o dobro de páginas.
Claro que, se você é fã do personagem, deverá comprar por vários motivos: a primeira história faz parte da cronologia e traz uma prelúdio de um novo desafio e talvez de um futuro adversário importante do Logan. Além disso, há um punhado de feitos bizarros do fator de cura do mutante e, no geral, as histórias são bem produzidas, sobretudo os roteiros, mais para o lado “policial” e “aventureiro” e quase nada de climinha “super-heróico” dos X-Men.

Nota: 7,5.
É preciso dizer que gosto do personagem e já fui até um grande fã (início dos anos 90). Li muita coisa dele e, por conta dessa bagagem, posso afirmar com convicção que fazia tempo que não via histórias fechadas, bem contadas e de ângulos diferentes com o Wolvie.

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