Sobre o Grande Glauco

Com certeza a primeira vez que ri com o trabalho do Glauco foi em uma tira do Geraldão na FOLHA lá em meados dos anos 80.
Achei bizarro o traço simplista, reto e ao mesmo tempo cheio de vibração, mas achei ainda mais maluco o lance do Geraldão estar pelado e todo injetado hahaha.
Depois fui meio que “aceitando” (lembrem-se crianças, estávamos saindo de uma Ditadura, tudo é contexto!!!) e como também adorava Laerte, Gonsalez e Angeli, vibrei com a chegada da revista Circo e a merecida “consagração” dessa geração de cartunistas de traço sujo, com humor ácido e muitas vezes politizado. Era uma espécie de MAD Tupiniquim, feita por brasileiros e para brasileiros.
“Los 3 Amigos” foi sem dúvida um mega-hit dos quadrinhos nacionais – todos meus amigos, mesmo aqueles que não liam HQs regularmente, ou gostaram muito ou ao menos sabiam do que se tratava – e então, aparentemente, a “sociedade” finalmente reconheceu também a “graça” desse pessoal.
O tempo passou mas sempre que podia ainda lia as tirinhas da Folha (um jornal que caiu muito de qualidade nos últimos anos, na minha opinião, mas deixa pra lá!) do Grande Glauco e seus amigos, mas confesso que já não acompanhava mais sua trajetória.
Não sabia de nada mais sobre vida particular, religiosidade, família, onde morava, etc.
Que sua vida foi grandiosa, isso parece que não há como duvidar.
Torço muito para que sua memória e seu trabalho permaneçam vivos entre todos os fãs de quadrinhos, cartuns e humor, e que continue trazendo graça e inspirando futuros artistas.
Salve Glauco!

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