Resenha de O Velho Logan #1 – Panini Comics

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Aproveitando que Guerras Secretas proporcionou à Marvel revisitar diversas realidades alternativas criadas ao longo dos anos, agora como parte de seu Mundo Bélico, finalmente temos a oportunidade de ver uma continuação do clássico moderno “O Velho Logan”, que a dupla Mark Millar e Steve McNiven lançou em 2008/2009 nos USA e aqui no Brasil saiu na revista mensal do Wolverine, em 2010, e posteriormente em encadernados da Panini e da Salvat.

. Volume de Spoilers: zero.

Quem ficou com a responsabilidade desta continuação foi Brian Michael Bendis, um dos mais polêmicos autores da atualidade, mas também um dos mais populares e bem-sucedidos; e o artista Andrea Sorrentino, italiano que ficou conhecido por trabalhos na DC mas que, atualmente, tem um contrato de exclusividade com a Marvel.

A Panini optou por publicar O Velho Logan – Guerras Secretas em 5 capítulos mensais, ao contrário das outras histórias interligadas (tie-ins) da megasaga, que sairão em edições únicas contendo histórias fechadas, como dos X-Men e dos Guardiões da Galáxia.

Esta nova história começa com o mesmo status quo do final de “O Velho Logan” original, mas agora dentro do Mundo Bélico. Há alguns elementos importantes de Guerras Secretas (a minissérie principal) presentes nesta primeira edição mas, aparentemente, esta parece ser uma aventura solo do Wolverine mesmo.

Bendis acrescenta vários personagens interessantes ao cenário pós-heróis deste Domínio (como cada realidade é chamada no Mundo Bélico). Uma dessas personagens, em especial, creio que faz aqui sua primeira aparição “na versão adulta” (como sempre, evito spoilers ao máximo). Eu gostei muito da ideia e espero que ela continue aparecendo até o final desta minissérie.

A história começa com uma violenta batalha, belissimamente ilustrada por Sorrentino que é, talvez, o destaque desta HQ. Com um estilo similar ao de Jae Lee, com muita referência fotográfica, mas com uma intrigante e enérgica composição, o artista consegue capturar o mesmo clima da série original, isto é, um “velho oeste pós-apocalíptico”, mesmo com um estilo tão diferente de Steve McNiven. O trabalho de cores também precisa ser destacado. Sem as escolhas de Marcelo Maiolo, esta revista teria muito menos impacto visual.

Com uma história cheia de ação, personagens intrigantes, um mistério bizarro e uma arte arrebatadora, O Velho Logan – Guerras Secretas começou surpreendentemente bem. Vamos acompanhar seu desenvolvimento. De quebra, a Panini encaixou uma historieta (descartável) apresentando inúmeras versões do Wolverine de autoria de Ivan Brandon e Aaron Conley. Vale a pena conferir a arte de McNiven na quarta capa da revista e a hilária capa variante do Skottie Young no miolo.

Nota: 8,5.

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