Resenha de O Velho Logan #2 – Panini Comics

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Nesta segunda edição de O Velho Logan das Guerras Secretas, a Panini inseriu os capítulos #2 e #3 da minissérie americana original, e agora fica claro qual a proposta do roteirista Brian Bendis: levar o mutante a uma jornada por vários Domínios do Mundo Bélico, reencontrando amigos e inimigos mas, logicamente, de realidades diferentes.

. Volume de Spoilers: Poucos.

Achei a primeira parte desta edição mais interessante, porque nosso protagonista entra no Domínio dos X-Men da Era de Apocalipse. É a mesma equipe que também aparece em Guerras Secretas X-Men #1, e o encontro entre um grupo liderado pela Tempestade e o Velho Logan é exatamente como se esperaria, um misto de incredulidade e deslumbramento. Wolverine também tem um primeiro contato com uma Thor que, acho, é uma nova personagem. Pelo menos não fica muito claro para mim se é uma transformação a partir de uma heroína conhecida. Em todo o caso, ela lembra a espécie do Bill Raio Beta.

Na segunda parte ainda há uma boa sequência dentro da realidade do Barão Apocalipse, inclusive contando com o próprio, mas o velho e sofrido canadense adentra outro Domínio, o de Tecnópolis. Talvez muita gente que está comprando esta revista não tenha lido Guerras Secretas Vingadores #1, mas trata-se da realidade do Barão Tony Stark, retratada nessa revista. Curiosamente, Logan enfrenta outro Thor aqui (este bem conhecido), com resultados parecidos com o do confronto anterior.

A arte de Andrea Sorrentino e Marcelo Maiolo continua de alto nível, dando profundidade dramática a todos os participantes. As batalhas são criativamente distribuídas em quadros inusitados que, no geral, funcionam bem, apropriados conforme os poderes envolvidos. As cores deixam os ambientes luxuriantes, e um efeito em especial se sobressai: o das luzes, tanto em fundos como nos relâmpagos, raios etc.

O Velho Logan continua como uma das mais interessantes séries interligadas à mega saga Guerras Secretas, com um roteiro repleto de momentos impactantes, bons diálogos, muitos adversários mas sem necessariamente serem surpreendentes. O efeito negativo da ideia de “jornada pelas realidades” é que, agora que temos consciência disso, perde-se um pouco do mistério e, obviamente,  já esperamos também que nosso protagonista ainda vá passar por outros Domínios e sair de lá inteiro. Porém, ainda assim gostei muito do cliffhanger e, como a leitura e a arte são prazerosas, aguardo com ansiedade a continuação.

Nota: 8,0.

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