Resenha de Guerras Secretas Futuro Imperfeito #1 – Panini Comics

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Peter David é um dos últimos grandes nomes dos anos 80 ainda em atividade na Marvel. Autor de clássicos do Homem-Aranha, do X-Factor e do Hulk, como a fase do “Professor”, foi também o escolhido pela editora para adaptar a gigantesca série de livros A Torre Negra, de Stephen King, para as HQs. O prolífico autor sofreu um derrame em dezembro de 2012 e, apesar de recuperar-se bem, desde então obviamente diminuiu seu ritmo de produção.

. Volume de Spoilers: poucos.

Este tie-in de Guerras Secretas foi escrito, portanto, depois desse susto e resgata uma de suas mais marcantes criações, o temível Maestro – uma versão alternativa mais velha, poderosa, inteligente e implacável do Hulk, cuja primeira aparição ocorreu exatamente na minissérie original Futuro Imperfeito (1992), a inspiração para esta espécie de sequência, 23 anos depois.

Aqui, Maestro é o Barão do Domínio conhecido como Distopia. David traz para a nova história alguns dos participantes da minissérie original, como Janis, a intrépida neta de Rick Jones, e uma injustamente esquecida Ruby Summers, a mutante de pele de quartzo-rubi criada por ele durante sua longa e cultuada fase no X-Factor dos anos 2000.

A premissa deste Futuro Imperfeito é simples: o Barão de Distopia decide enfrentar Deus Destino. Maestro simplesmente não acredita que ele é onipotente e traça um ousado plano para derrotá-lo.

A história começa bem, focando no movimento rebelde que combate o Barão Maestro, e logo temos a chance de acompanhar um clássico confronto entre dois titãs da Marvel. Mas, como sabem, guardo algumas informações quando acho que podem estragar o prazer do colega leitor. Portanto não revelo quem é o herói que desafia o Hulk, mas saibam que aqui é uma versão alternativa, inclusive com um alter ego diferente do tradicional. Esse herói torna-se um dos protagonistas da história que, claro, traz algumas outras surpresas, reviravoltas e (bons) duelos, como aquele em que o verdão humilha um antigo vilão do elenco de Thor. O final, embora não seja totalmente inovador, é elegante e singelo ao mesmo tempo.

A arte ficou por conta de Greg Land, polêmico ilustrador que gosta (muito) de referências fotográficas de celebridades e modelos e, por isso mesmo, não se preocupa com fundos, muito menos em imaginar máquinas, cidades ou criaturas diferentes. Não há nada de novo em seu trabalho aqui, mas seu Maestro está interessante e bem delineado, parecido com o design do seu criador, o magnífico George Pérez, como a bela capa demonstra. Apesar das críticas, como a arte de Land é facilmente reconhecida, torna-se única, com personalidade. Por isso mesmo, como acontece com todos os outros desenhistas com um estilo pessoal, seu trabalho combina melhor com certos tipos de histórias. Aqui, no geral, agrada.

David está à vontade na condução de seu Maestro e dos demais personagens, mas não se esmera muito em descrever a realidade de Distopia ou aprofundar seus protagonistas. O roteiro é correto, há bons combates e algumas novidades, mas é sem dúvida uma HQ mediana, que pode agradar mais quem gosta do Hulk. É curioso apontar que, embora seja um personagem cult, a editora utilizou raríssimas vezes o Maestro desde sua inesquecível performance na Futuro Imperfeito original. É um grande personagem, que poderia render histórias melhores e combates inesquecíveis, bem além do que vemos aqui.

Nota: 6,0.

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