Resenha de Guerras Secretas Inumanos #1 – Panini Comics

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Os Inumanos nunca foram tão populares e, certamente, serão ainda mais dentro de poucos anos. Com vários títulos mensais, dezenas de novos personagens, participação na trama central de Marvel’s Agents of SHIELD e com inúmeros projetos em andamento em diversas mídias, o outrora obscuro grupo de personagens criados por Stan Lee e Jack Kirby para as aventuras do Quarteto Fantástico nos anos 60 também tinha que participar das Guerras Secretas.

. Volume de Spoilers: quase zero.

A editora escalou Charles Soule, o bom roteirista do título principal da equipe, Inhuman, para imaginar como Medusa, Raio Negro e vários dos novos Inumanos criados pela Marvel nos últimos dois anos se relacionariam com Destino e os demais participantes do Mundo Bélico.

O título da história, “O Despertar de Attilan” (Attilan Rising no original), é o mesmo de uma saga protagonizada pelo grupo nos anos 90, da qual pouca gente ouviu falar. Embora eu também não tenha lido essa HQ, provavelmente esta nova história não tenha quase nada da original, a não ser, talvez, que a cidade-nação do título seja a motivação dos antagonistas: de um lado, um grupo de rebeldes que deseja destruir Attilan; de outro, a família real, comandada pela Baronesa Medusa, vai tentar impedir a qualquer custo a mudança de status quo.

Algumas curiosidades: o Domínio é Manhattan, sendo Attilan uma espécie de “prefeitura”, o centro de comando desta região. Além dos Inumanos mais conhecidos dos leitores, como Karnak, Gorgon e Miss Marvel, também participam Hulks, Thors e… uma versão do Demolidor(!) e uma do Motoqueiro Fantasma(!!) – muito bacanas, por sinal.

Soule cria uma história interessante, fluida, com os personagens bem caracterizados, que passam por situações peculiares em diversos cenários do Mundo Bélico – alguns inclusive nunca vistos antes. Os novos Inumanos são curiosos, estranhos, com poderes bizarros, há muitas batalhas e a participação de Raio Negro, como não poderia deixar de ser, é o ponto alto. O clímax é inesperado e perturbador e, embora o encerramento seja um clássico cliche de ficção científica, combina com a situação dos envolvidos.

A arte de John Timms é de boa qualidade, seus personagens são todos bem delineados, elegantes, o enquadramento é correto, com destaque para movimentos acrobáticos de grande plasticidade. Timms parece ter um belo futuro embora ainda não tenha encontrado aquela “assinatura própria” digna dos grandes talentos. Roberto Poggi na arte-final e Frank D’Armata nas cores completam o competente time criativo desta revista em quadrinhos.

Não tinha visto nenhum comentário nem sabia do que se tratava esta história, então “O Despertar de Attilan” foi uma grata surpresa e, ao contrário dos X-Men, é a única história dos Inumanos ligada às Guerras Secretas. Não fica entre as melhores do conjunto, mas está acima da média. Ressalto essa situação para tranquilizar os milhares de fãs dos mutantes que acreditam que a Marvel está centrando foco nos Inumanos para minar os X-Men, quando na prática em termos de publicações isso não é verdade. Ela está, de fato, tentando impulsionar estes personagens para criar uma nova franquia – como já fez com os Guardiões da Galáxia mas uma franquia a mais não significa uma franquia a menos! Para as grandes editoras , quanto mais personagens populares, melhor.

Completa a edição uma historieta interessante de Donny Cates e Marco Turini, retirada da coletânea Battleworld, com uma versão do Máquina de Combate vivido pelo General Ross. No mais, não entendi porque não escolheram uma das emblemáticas capas criadas pelo grande Dave Johnson, que aliás tem muito mais dramaticidade do que a que foi impressa pela Panini.

Nota: 7,0.

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