Resenha de Guerras Secretas #5 – Panini Comics

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Depois da bombástica edição anterior, Jonathan Hickman aproveita a morte de um importante personagem para mover suas peças e, finalmente, explica como Destino conseguiu subjugar os Beyonders.

. Volume de Spoilers: leves.

Para isso, uma figura até então apenas vista de relance ganha inesperadamente os holofotes: o Homem-Molecular. Ele e Destino recebem o maior número de páginas deste capítulo, e é a partir do diálogo entre os dois poderosíssimos seres que o autor junta diversas pontas de suas histórias dos Vingadores e apresenta a origem definitiva do Homem-Molecular. Para este leitor que acompanha a Marvel há tanto tempo, a explicação é convincente e, de certa forma, dá até um alívio saber que ele tem uma função superior no “grande esquema das coisas”.

Além disso, a Fundação Futuro também tem um papel relevante, já que Valéria Richards assume o protagonismo em uma nova frente narrativa ao decidir investigar o assassinato da edição #4. Entre os membros da Fundação, há dois personagens introduzidos por Hickman na série SHIELD – Nostradamus e Tesla. A Marvel publicou uma primeira minissérie em 2009 mas a sequência, iniciada em 2011, até hoje está incompleta nos EUA (o desenhista, Dustin Weaver, já completou a arte e está na fase de colorização neste momento). Como SHIELD permanece inédita no Brasil, vale a observação sobre esses obscuros personagens.

Em uma edição inteira de diálogos, a dupla de artistas Esad Ribic e Ive Svorcina brilha menos. O destaque fica para o olhar do Homem-Molecular, um misto de loucura e astúcia, e as escolhas de cores dominantes para cada ambiente. Uma curiosidade: o prédio onde está o Departamento de Ciência, base da Fundação, é exatamente uma das estruturas presentes no Mundo Bélico das Guerras Secretas de 1984. Naquela história, era o quartel general do Magneto.

Com apenas uma breve menção visual a Thanos e aos heróis remanescentes, e o esclarecimento de praticamente todos os aspectos mais importantes dos fatos que permitiram a Destino virar Deus, este é um capítulo que pausa a narrativa e toma fôlego para o “começo do fim” desta grande saga Marvel.

Completa a edição da Panini uma história curta do Doutor Samson, de Scott Aukerman e do brasileiro RB Silva, e muitas capas variantes, onde destaco a de Pat Broderick, um desenhista com alguma relevância nos anos 80 e 90 – além de longas fases na Legião dos Super-Heróis e Nuclear na DC Comics, cuidou, na Marvel, do Capitão Mar-vell, Tropa Alfa e da revista solo do Doutor Destino no universo alternativo 2099.

Nota 8,0.

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