Rápida Resenha de X-Men #2 – Panini Comics

A segunda edição da nova revista mensal com as equipes-X traz os Ciclopes na capa de Mark Bagley e tem data de fevereiro de 2017.

Capa da edição americana, que traz um logo bem diferente do da Panini

Capa da edição americana, que traz um logo bem diferente do da Panini

De fato, parece que a Panini está conseguindo agilizar os lançamentos, pelo menos aqui em São Paulo. Mas vamos aos comentários livres de spoilers.

Fabulosos X-Men 2: de Cullen Bunn e Greg Land
Bunn reintroduz uma famosa personagem no prólogo, que certamente trará desdobramentos importantes. Inesperado e bacana. Magneto e Psylocke investigam a morte de um mutante que cruzou o caminho da equipe na edição anterior, enquanto a dupla Dentes de Sabre e M partem para a ação, na tentativa de proteger uma das próximas vítimas dos assassinos – que, diga-se, é outro conhecido dos leitores. A trama está bem amarrada com a história prévia, e o ritmo é rápido e eficiente. Novamente, a arte de Land não incomoda, pelo contrário. Esta equipe pode surpreender nos próximos números, vamos acompanhar. Nota 6,5.

Novíssimos X-Men 2: de Dennis Hopeless e Mark Bagley
Os jovens X-Men originais entram em confronto com os Fantasmas de Ciclope, mas a batalha deixa a desejar. Gostei do novo visual do Anjo, mas sua interação com a X-23 – ou melhor, a nova Wolverine – está esquisita, pelo menos na hora da ação. Scott Summers ainda é o centro de gravidade da história, mas os demais ganham um bom espaço. O tom continua mais leve que as outras séries desta revista, mas esta segunda parte está menos coesa, com “quebras” e reviravoltas estranhas. Não está ruim, mas espero que melhore, porque a premissa é boa, com muito potencial. Nota 6,0.

Extraordinários X-Men 2: de Jeff Lemire e Humberto Ramos
Esta sim conseguiu manter o mesmo nível, repleta de surpresas e bons momentos. Colossus e Magik, que estão à procura do Noturno, provam mais uma vez que são uma dupla peso-pesado. Tempestade não tem sucesso no recrutamento de um “velho” aliado, mas os diálogos são críveis e contundentes. Lemire realmente é talentoso. A jovem Jean Grey é retratada com carinho e demonstra mais uma vez porque é uma excelente (re)adição ao Universo Marvel. Sobre a arte de Ramos, novamente achei bastante adequada, com uma ótima narrativa e as cores de Edgar Delgado colaboram em todos os cenários. Uma HQ de qualidade, sem dúvida. Nota 7,5.

Em suma: estou começando a gostar de Fabulosos; os Novíssimos são muito simpáticos; os Extraordinários tem um equipe segura e pode ser o carro-chefe da edição brasileira.

Nota Final desta Revista: 6,5

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