Rápida Resenha de X-Men #3 – Panini Comics

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Bela capa de Clayton Mann para os Extraordinários X-Men

A Panini mantém o mesmo padrão desta revista mix de março/2017: uma história de cada Equipe-X, mas e quanto a qualidade? Comentários livres de spoilers.

Fabulosos X-Men 3: de Cullen Bunn e Greg Land

A equipe de Magneto continua com sua missão: proteger e, se possível, recrutar mutantes curandeiros antes que sejam atacados por uma superequipe adversária que estava há muito tempo sumida, mas aqui estão mais letais do que nunca. Desta vez, os Fabulosos reencontram dois curandeiros, um bem novo, criado por Brian Bendis na fase Marvel Now! (Nova Marvel, no Brasil) e um da década passada, da fase do Grant Morrison. Além deles, um intrigante anti-herói, que conhece bem alguns dos membros desta equipe – em especial a Psylocke -, também entra na engrenagem da história. Assim, adicionando constantemente mutantes de outros tempos, o autor consegue criar situações inesperadas que não permitem prever o desfecho da história. No geral, a leitura continua tensa, embora rápida. Os personagens centrais não tem desenvolvimentos profundos, porque a trama privilegia a ação e o suspense. A arte de Land continua com aquele estilo polêmico dos rostos e poses mas, como já dissemos antes, a distribuição dos quadros e o posicionamento dos personagens estão muito adequados e fluidos. Nota 6,5.

Novíssimos X-Men 3: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Com esta terceira parte, o primeiro arco de histórias deste título é encerrado. A nova equipe de mutantes “pseudo-malignos”, os Fantasmas de Ciclope, mais uma vez entram em confronto com os X-Men. Felizmente, algumas pontas soltas que incomodaram na edição anterior foram – se não totalmente resolvidas, ao menos abordadas. O jovem Ciclope toma uma importante decisão, enquanto os demais agem de forma bem mais coesa. Bagley faz seu competente trabalho de sempre, e adorei uma página dupla com um cerco policial. Só achei ruim, mesmo, o cliffhanger, com uma suposta ameaça que, francamente, não impressiona ninguém. Tirando isso de lado, presume-se que daqui pra frente esta equipe vai deslanchar. Nota 7,0.

Extraordinários X-Men 3: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

A jovem Jean Grey é uma das estrelas desta edição, e seu encontro com um velho conhecido é muito bem conduzido. Curioso como uma mutante do passado estabelece uma conexão com um mutante do futuro a partir da história que nenhum dos dois compartilhou. Repito: isso só funciona nas mãos de um escritor talentoso, como é o caso de Lemire. Tempestade é o outro destaque, na liderança desesperada frente a um ataque maciço de demônios à Mansão. Há uma aparição surpresa para a Ororo que cria um novo mistério. Os desenhos de Ramos estão melhores nos momentos quietos, porque a batalha honestamente é bastante confusa visualmente, e não dá para dizer que seus demônios são bem construídos. A impressão é que o artista não se sente à vontade com esse tipo de monstro. Enfim, compromete um pouco a qualidade deste título mas, ao menos, a história avança e ficamos ansiosos para a continuação. Nota 7,5.

Em suma: o padrão se mantém nesta revista-mix em que dezenas de personagens aparecem, facilitando o apelo para uma grande parcela dos fãs.

Nota Final desta Revista: 7,0

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