Resenha de Guerras Secretas #6 – Panini Comics

Thanos contra Zumbis

Outro capítulo sem batalhas, com foco no desenvolvimento dos protagonistas e de seus planos e maquinações. Thanos, os dois Reed Richards, os dois Aranhas, Namor e Pantera Negra, alguns Barões e o próprio Destino mexem suas peças e o xadrez das Guerras Secretas avança mais um pouco em direção ao seu inevitável desfecho apocalíptico.

. Volume de Spoilers: Nenhum, só há a menção dos nomes dos principais personagens.

Jonathan Hickman impressiona pela segurança que passa ao leitor: ele sabe exatamente o papel e a voz adequada de cada personagem e delicadamente vai desnudando a intrincada teia de aflições, desejos, dúvidas inquietantes e ideias arrojadas dos heróis e vilões que protagonizam este drama cósmico.

Ao longo da edição, que se passa três semanas depois do Capítulo #5, entendemos o destino da Cabala, a superequipe de Thanos, enquanto os heróis dos universos originais remanescentes continuam livres e totalmente dedicados a encontrar um meio de subjugar Victor Von Doom. É interessante ressaltar que este ponto da megasaga coincide com o desfecho de vários tie-ins, muitos já resenhados aqui no Blog, em que há grupos ou superseres tramando a deposição do Deus Destino. Uma breve declaração do próprio Doom na primeira página contextualiza essa situação. Essa desconexão com a maior parte das minisséries paralelas é consequência do formato editorial que a Panini optou em publicá-las. Como saíram em encadernados, as histórias já estavam completas e perde-se, desse modo, a simultaneidade que essas minisséries tinham com a série principal lá nos EUA.

Mas, retomando a história, outra presença importante é a da notável Valeria Richards, a quem o autor sempre demonstrou grande apreço, começou a despontar na edição anterior e aqui confirma que terá relevância nesta metade final da Saga.

E, por falar na caçula do Quarteto Fantástico, em meio a todas as tramas, o autor ainda consegue explicar a origem desta Susan Richards e os paradeiros do Coisa e Tocha. Em uma palavra: surreal.

A dupla de artistas, Esad Ribic e Ive Svorcina, novamente precisa se desdobrar para deixar interessante um capítulo sem “guerras”, mas repleta de “segredos”. Mas não importa onde surgem os contundentes diálogos; tanto nas situações acanhadas – um laboratório, um jardim, uma cela; como em cenários acachapantes – a Ilha Oculta de Agamotto e o Escudo, Ribic e Svorcina entregam um trabalho superior.

Como de praxe, a Panini inclui uma história curta para encerrar a edição. Desta vez não é tão original, mas não compromete: Matt Benson e a jovem italiana Laura Braga contam o começo de uma nova amizade entre versões do Justiceiro e do Punho de Ferro, trabalhando como guardiões no Escudo.

Nota 9,0.

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