Rápida Resenha de X-Men #5 – Panini Comics

Blob Ataca!

Na edição de maio de 2017 da nova revista dos X-Men, o destaque é o confronto entre os Novíssimos e Blob, e o final dos primeiro arcos dos Fabulosos e dos Extraordniários. Resenha com spoilers mínimos – só uma ou outra pequena informação para situar o leitor.

Extraordinários X-Men 5: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

O primeiro arco de histórias da equipe da Tempestade conclui com uma grande, longa, convoluta e, às vezes, sem graça batalha contra o Senhor Sinistro e sua última criação: um híbrido disforme e instável de DNA inumano com mutante. Há alguns diálogos bacanas, mas este capítulo serve, sobretudo, para (finalmente) reunir a equipe completa. É interessante destacar que, embora o Velho Logan seja de fato uma atração à parte, sobretudo pelo seu deslocamento temporal em uma época em que o Wolverine original está morto, todos os personagens principais estão passando por transformações significativas. O apelo deste título segue, portanto, na interação entre heróis conhecidíssimos que, por estarem neste momento de transição, os tornam quase completamente estranhos, mesmo para leitores veteranos. É material poderoso para um bom escritor explorar, por isso sigo com grandes expectativas para as próximas histórias. Sobre a arte, fica evidente que as batalhas perdem impacto com Humberto Ramos. Ele tem uma boa narrativa mas o estilo ultra cartunesco não combina com os poderes variados dos X-Men. Nota 7,0.

Fabulosos X-Men 5: de Cullen Bunn e Greg Land

Magneto encara, sozinho e com um protegido à tiracolo, os perigosos Cavaleiros da Tempestade. Vale lembrar que o atual ex-vilão continua com poderes bastante diminuídos, mas mostra efetividade e inteligência, tanto no combate físico quanto no estratégico. Bunn encerra o embate entre as duas equipes de forma brutal e eficiente. O roteirista promove, ainda, um encontro com o grupo da Tempestade. Magneto é o líder deste time e também quem move a história adiante, como prova seu envolvimento com os dois mutantes que até então andavam nas margens deste título e que certamente serão o foco do próximo arco – Mística e Fantomex. Greg Land continua competente e o balanço desta primeira história dos Fabulosos é bastante positivo e, de certa forma, surpreendente. Nota 7,5.

Novíssimos X-Men 5: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Capítulo repleto de ação, bom desenvolvimento de personagens e arte excelente. Mesmo sendo uma parte intermediária de um arco, esta é talvez a melhor história até o momento da equipe com os mais jovens X-Men. Hopeless surpreende com uma caracterização ameaçadora e violenta de Blob, remetendo aos velhos tempos em que ele era perigoso o suficiente para enfrentar um time inteiro de heróis. Mas o melhor é que todos os personagens ganham bons momentos, como a visita de Idie à Notre Dame, os diálogos entre Homem de Gelo e o jovem Apocalipse, a reação do Fera com a praticidade dos apps, a entrega total do Ciclope à ação, com a decisão do Anjo sobre a Wolverine e, sobretudo, à arte caprichada de Mark Bagley, lembrando seus melhores momentos quando cuidava de outras equipes, como os Thunderbolts e os Novos Guerreiros nos anos 90. Mais uma vez ele cria uma splash page dupla poderosa, com os mutantes se digladiando em uma Paris cheia de vida. A equipe criativa Hopeless/Bagley mostra-se afinada. Nota 8,0.

Nota Final desta Revista: 7,5

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