Nosso primeiro Evento de Quadrinhos será neste sábado, 24.11, participe!

Olá pessoal tudo bem?

Organizamos uma pequena mas muito honesta Feira de HQs que acontecerá neste sábado 24.11 no Colégio Liceu Pasteur, na Vila Mariana, aqui em São Paulo.

Feira de HQs no Liceu

Quem quiser bater um papo com colecionadores de quadrinhos, editores e outros entusiastas, por favor sejam bem-vindos!

O evento será das 9h às 12h30.
Endereço: Rua Mairinque, 256, Vila Mariana (entrada pelo portão lateral da Rua Diogo de Faria).

Vale a pena ainda aproveitar HQs com grandes descontos das Editoras Mythos e Cia. das Letras (Selo Quadrinhos na Cia) que estarão com estandes.

O quadrinista Felipe Folgosi também marcará presença e comentará com pais, alunos e visitantes sobre o processo de criação e produção de uma HQ nacional na atualidade, além de autografar suas próprias obras.

O roteirista Felipe Folgosi

Este será o primeiro de vários eventos que pretendemos realizar em colégios a partir de 2019. Entrada franca.

A Verdade Sobre as Vendas de Histórias em Quadrinhos nos EUA

Nos fóruns de discussão de Sites e Blogs especializados, nas redes sociais e, claro, nos canais brasileiros do YouTube dedicados a Quadrinhos, é comum ver comentários de como o mercado de HQs nos EUA está decadente, de como a Marvel está passando por uma fase comercialmente difícil, lamentos sobre uma suposta quebradeira generalizada das Comic Shops e outras teorias de “fim de mundo”.

A verdade é, felizmente, bem diferente. Fãs e, especialmente, muitos dos pretensos “influenciadores” das redes, parecem curtir um cenário negativo para gerar views ou algo do tipo. É compreensível, mas basta um pouco de pesquisa em fontes confiáveis para chegar aos fatos concretos.

Não vamos entrar nos detalhes de como funciona o mercado norte-americano de quadrinhos, mas é uma indústria a caminho dos 100 anos, que já passou por muitas transformações, altos e baixos, que conta com duas potências editoriais desde os anos 1960 – DC e Marvel, uma infinidade de editoras médias e pequenas, milhares de artistas, editores, cursos, comic cons, sites, etc.

Há, hoje, basicamente 5 canais de vendas de quadrinhos nos EUA: as Comic Shops, que somam quase três milhares; as Livrarias, tanto físicas (que voltaram a crescer em 2016!) quanto virtuais (Amazon é a grande líder, claro); as vendas das versões Digitais em download; as ainda existentes Newstands (Bancas e Lojas de Conveniência) e serviços de Assinatura.

Entre os especialistas em vendas, o mercado conta com 3 estudos mensais regulares: ICv2 – um portal profissional do setor, o Comichron, do estudioso John Jackson Miller, e o Comics Report, de outro analista, John Mayo.

Saiu há poucos dias um Relatório de Vendas estimadas do mercado norte-americano (EUA + Canadá) de 2016 produzido em conjunto pelo ICv2 e Comichron, que traz em 3 gráficos um resumo que clareia totalmente a nebulosa discussão sobre o setor. Vamos analisar um a um:

Vendas totais de 2011 a 2016

Em 2016, a receita bruta total gerada pela venda de quadrinhos atingiu 1 bilhão e 85 milhões de dólares, 5% acima de 2015. Reparem como o crescimento é constante ao longo dos últimos 6 anos.

Vendas por Canais no mercado EUA+Canadá

Neste segundo gráfico, temos duas informações:
. daquele total de +1 Bilhão, quanto foi gerado por cada um dos 4 Canais principais de vendas. Nota-se que as lojas especializadas (Comic Shops) ainda vendem mais da metade do total;
. e como essas vendas por canal se comportaram nos últimos 4 anos. É fácil observar que tanto Comic Shops quanto Livrarias continuam crescendo, enquanto as versões Digitais e Bancas+Assinaturas estão estáveis.

Vendas por Tipo de HQ

Finalmente, neste último quadro notamos que o maior volume do faturamento provém, sim, dos Encadernados (Graphic Novels), com quase 600 milhões de dólares, mas vale lembrar que cada edição dessas custa muito mais do que uma Edição Mensal (Comic Books), que geraram outros 400 milhões de dólares (cada Comic custa cerca de US$ 4,00, enquanto os Encadernados ficam em média US$ 20,00). Uma informação importante é que as versões Digitais, que até alguns anos atrás se especulava que “certamente mataria” as versões em papel, tem uma participação até tímida, de 90 milhões.

Novamente, há uma segunda informação que mostra as vendas por formato de 2011 a 2016. Nota-se o grande aumento nas receitas a partir de Encadernados, mas os Comics continuam produzindo mais receita ano a ano e, como todos sabem, sem estes simplesmente não existem os outros dois! Há gente que defende o “fim” das Edições Mensais sem entender que esse é o tipo de revista que efetivamente sustenta toda a indústria como ela é hoje.

Há várias conclusões que podemos tirar desses estudos, mas em suma: o mercado não está decadente, e sim em sólido crescimento; os Encadernados são um formato vencedor, e sua comercialização com descontos por locais como Amazon e nas próprias Comics Shops trazem um crescimento adicional importante, minimizando um hipotético domínio dos Downloads.

As líderes do setor, Marvel e DC, com suas constantes reformulações, eventos e números #1, são as grandes propulsoras desse desempenho. Li detalhes deste estudo e está comprovado que elas conseguiram, sim, renovar seu público leitor. Em 2015 a Marvel colaborou muito no crescimento do mercado com o lançamento da linha Star Wars, além do mega-evento Guerras Secretas. Em 2016 ela colaborou com Guerra Civil II e a linha All-New All-Different, enquanto a DC lançou Rebirth, outro grande sucesso comercial.

Atualmente, os leitores veteranos continuam consumindo muito, claro, mas há muita gente nova também, que vieram por vários caminhos, dada a enorme presença dos personagens em outras mídias, mas as reformulações, sagas e números #1 funcionam bem como porta de entrada para este nosso fantástico universo de entretenimento.

Festival Guia dos Quadrinhos 2017

Será neste final de semana, no sábado 08 e domingo 09 de abril, no Club Homs, na Avenida Paulista, 735, São Paulo.

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Quem conhece, sabe que é um dos eventos mais interessantes para encontrar raridades, completar coleções, fazer novos amigos e entrar em calorosos debates sobre esta verdadeira paixão de milhões. Bem, no Brasil, talvez de alguns milhares, mas enfim…

Para quem ainda não sabia, o Festival tem o espírito das convenções de quadrinhos “originais”, onde um grupo de fãs se organizavam para promover a 9a Arte, sem o apoio oficial das grandes editoras, estúdios de cinema, atores etc. Há, sim, artistas brasileiros expondo seus trabalhos, e palestras e debates com profissionais do meio. A programação completa você vê aqui. O ingresso sai R$ 30,00 se for sozinho, ou R$ 25,00 se levar um amigo. Crianças até 10 anos não pagam.

Neste caso, o evento é um desdobramento do site Guia dos Quadrinhos, o maior e mais confiável banco de dados brasileiro da área, com capas, dados e outras informações úteis para colecionadores, estudiosos e profissionais dos quadrinhos. Vale a pena visitar o site e, como é colaborativo, se puder contribuir com mais informação, ótimo! Também permite organizar sua coleção de HQs.

O Blog Lendo Quadrinhos também estará no FGDQ 2017, em uma das mesas dos expositores no pátio central (M-5). Quem puder, ou quiser, faça uma visita, será um prazer!

Lendo Quadrinhos na CCXP 2016

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Vou dar uma pausa nas resenhas de Guerras Secretas (sim, ainda não desisti de resenhar todas as edições nacionais!), para informar que estaremos nos próximos 4 dias na Comic Con Experience, na capital paulista.

Além de ir à caça de autógrafos e de uma boa conversa com artistas, comprar algumas artes e ficar por dentro das novidades, vou colaborar em um dos estandes, o da loja Comic Hunter, do Celso, um dos grandes especialista em HQs brasileiros.

Lá estaremos no meio de 20 mil revistas em quadrinhos, nacionais e estrangeiras, de todos os gêneros e épocas. Raridades, itens fora de catálogo, séries inteiras e muitos encadernados estarão à disposição dos visitantes, todas em bom ou ótimo estado. E o melhor: dá para comprar algumas revistas e imediatamente correr para o Artist’s Alley e pedir um autógrafo!

Quem aparecer, pode ir lá na Comic Hunter para um bate-papo ou simplesmente conhecer muita coisa boa da nona arte.
Abraços.

 

Belos Sebos 1: RED STAR

Achei bacana aproveitar o canal e também divulgar os melhores sebos, livrarias e comic shops que já fui.

Uma grande parte da minha coleção foi montada a partir de visitas regulares a alguns sebos de São Paulo.

O RED STAR, por ser perto do trabalho e geralmente ter uma boa quantidade de revistas em quadrinhos americanas, é um dos meus favoritos.

Esse Sebo é um dos grandes da cidade em termos de unidades… acho que somam 4 ou 5. Mas aqui na região de Pinheiros há os dois que oferecem HQs: um na Rua Teodoro Sampaio, 2040; e outro na Avenida Pedroso de Moraes, 811, quase na frente da FNAC (tel: 3031 0307).

Destaco 3 pontos fortes do RED STAR:
1 – Organização e Limpeza – acima da média para um sebo;
2 – Acervo – há muitos formatinhos, há muita coisa da Panini e também originais americanos e até europeus, a maioria em bom estado;
3 – Preço – os formatinhos saem de R$ 0,50 a R$ 2,00; acho que os da Panini giram em torno de R$ 3,00 e os americanos variam de R$ 1,00 a R$ 3,00 cada.

Eu já comprei dezenas de exemplares americanos da Marvel Comics neste local, a maioria até em números sequenciais e em bom ou ótimo estado. Quando descobri este local, uns 3 anos atrás, era mais caro – de R$ 3,00 a R$ 6,00 cada – e havia muita coisa boa e rara; com o tempo, a coisa escasseou bastante mas por outro lado barateou mais, a ponto de não passar de R$ 2,00.

Recentemente, achei alguns encadernados (os conhecidos TP´s) em bom estado a R$ 25,00 cada, dos Vingadores (Avengers), X-Men e Novos Guerreiros (New Warriors).

O pessoal é atencioso e a localização dessas duas unidades é excelente, apesar de não ter estacionamento.

Dos formatinhos, há uma quantidade absurda de exemplares e algumas coleções completas, tipo Wolverine da Abril por uns R$ 120,00 acho.

Logo mais cito outros bons sebos da cidade e também as melhores livrarias e comic shops.
Até!