Nosso primeiro Evento de Quadrinhos será neste sábado, 24.11, participe!

Olá pessoal tudo bem?

Organizamos uma pequena mas muito honesta Feira de HQs que acontecerá neste sábado 24.11 no Colégio Liceu Pasteur, na Vila Mariana, aqui em São Paulo.

Feira de HQs no Liceu

Quem quiser bater um papo com colecionadores de quadrinhos, editores e outros entusiastas, por favor sejam bem-vindos!

O evento será das 9h às 12h30.
Endereço: Rua Mairinque, 256, Vila Mariana (entrada pelo portão lateral da Rua Diogo de Faria).

Vale a pena ainda aproveitar HQs com grandes descontos das Editoras Mythos e Cia. das Letras (Selo Quadrinhos na Cia) que estarão com estandes.

O quadrinista Felipe Folgosi também marcará presença e comentará com pais, alunos e visitantes sobre o processo de criação e produção de uma HQ nacional na atualidade, além de autografar suas próprias obras.

O roteirista Felipe Folgosi

Este será o primeiro de vários eventos que pretendemos realizar em colégios a partir de 2019. Entrada franca.

A Verdade Sobre as Vendas de Histórias em Quadrinhos nos EUA

Nos fóruns de discussão de Sites e Blogs especializados, nas redes sociais e, claro, nos canais brasileiros do YouTube dedicados a Quadrinhos, é comum ver comentários de como o mercado de HQs nos EUA está decadente, de como a Marvel está passando por uma fase comercialmente difícil, lamentos sobre uma suposta quebradeira generalizada das Comic Shops e outras teorias de “fim de mundo”.

A verdade é, felizmente, bem diferente. Fãs e, especialmente, muitos dos pretensos “influenciadores” das redes, parecem curtir um cenário negativo para gerar views ou algo do tipo. É compreensível, mas basta um pouco de pesquisa em fontes confiáveis para chegar aos fatos concretos.

Não vamos entrar nos detalhes de como funciona o mercado norte-americano de quadrinhos, mas é uma indústria a caminho dos 100 anos, que já passou por muitas transformações, altos e baixos, que conta com duas potências editoriais desde os anos 1960 – DC e Marvel, uma infinidade de editoras médias e pequenas, milhares de artistas, editores, cursos, comic cons, sites, etc.

Há, hoje, basicamente 5 canais de vendas de quadrinhos nos EUA: as Comic Shops, que somam quase três milhares; as Livrarias, tanto físicas (que voltaram a crescer em 2016!) quanto virtuais (Amazon é a grande líder, claro); as vendas das versões Digitais em download; as ainda existentes Newstands (Bancas e Lojas de Conveniência) e serviços de Assinatura.

Entre os especialistas em vendas, o mercado conta com 3 estudos mensais regulares: ICv2 – um portal profissional do setor, o Comichron, do estudioso John Jackson Miller, e o Comics Report, de outro analista, John Mayo.

Saiu há poucos dias um Relatório de Vendas estimadas do mercado norte-americano (EUA + Canadá) de 2016 produzido em conjunto pelo ICv2 e Comichron, que traz em 3 gráficos um resumo que clareia totalmente a nebulosa discussão sobre o setor. Vamos analisar um a um:

Vendas totais de 2011 a 2016

Em 2016, a receita bruta total gerada pela venda de quadrinhos atingiu 1 bilhão e 85 milhões de dólares, 5% acima de 2015. Reparem como o crescimento é constante ao longo dos últimos 6 anos.

Vendas por Canais no mercado EUA+Canadá

Neste segundo gráfico, temos duas informações:
. daquele total de +1 Bilhão, quanto foi gerado por cada um dos 4 Canais principais de vendas. Nota-se que as lojas especializadas (Comic Shops) ainda vendem mais da metade do total;
. e como essas vendas por canal se comportaram nos últimos 4 anos. É fácil observar que tanto Comic Shops quanto Livrarias continuam crescendo, enquanto as versões Digitais e Bancas+Assinaturas estão estáveis.

Vendas por Tipo de HQ

Finalmente, neste último quadro notamos que o maior volume do faturamento provém, sim, dos Encadernados (Graphic Novels), com quase 600 milhões de dólares, mas vale lembrar que cada edição dessas custa muito mais do que uma Edição Mensal (Comic Books), que geraram outros 400 milhões de dólares (cada Comic custa cerca de US$ 4,00, enquanto os Encadernados ficam em média US$ 20,00). Uma informação importante é que as versões Digitais, que até alguns anos atrás se especulava que “certamente mataria” as versões em papel, tem uma participação até tímida, de 90 milhões.

Novamente, há uma segunda informação que mostra as vendas por formato de 2011 a 2016. Nota-se o grande aumento nas receitas a partir de Encadernados, mas os Comics continuam produzindo mais receita ano a ano e, como todos sabem, sem estes simplesmente não existem os outros dois! Há gente que defende o “fim” das Edições Mensais sem entender que esse é o tipo de revista que efetivamente sustenta toda a indústria como ela é hoje.

Há várias conclusões que podemos tirar desses estudos, mas em suma: o mercado não está decadente, e sim em sólido crescimento; os Encadernados são um formato vencedor, e sua comercialização com descontos por locais como Amazon e nas próprias Comics Shops trazem um crescimento adicional importante, minimizando um hipotético domínio dos Downloads.

As líderes do setor, Marvel e DC, com suas constantes reformulações, eventos e números #1, são as grandes propulsoras desse desempenho. Li detalhes deste estudo e está comprovado que elas conseguiram, sim, renovar seu público leitor. Em 2015 a Marvel colaborou muito no crescimento do mercado com o lançamento da linha Star Wars, além do mega-evento Guerras Secretas. Em 2016 ela colaborou com Guerra Civil II e a linha All-New All-Different, enquanto a DC lançou Rebirth, outro grande sucesso comercial.

Atualmente, os leitores veteranos continuam consumindo muito, claro, mas há muita gente nova também, que vieram por vários caminhos, dada a enorme presença dos personagens em outras mídias, mas as reformulações, sagas e números #1 funcionam bem como porta de entrada para este nosso fantástico universo de entretenimento.

Festival Guia dos Quadrinhos 2017

Será neste final de semana, no sábado 08 e domingo 09 de abril, no Club Homs, na Avenida Paulista, 735, São Paulo.

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Quem conhece, sabe que é um dos eventos mais interessantes para encontrar raridades, completar coleções, fazer novos amigos e entrar em calorosos debates sobre esta verdadeira paixão de milhões. Bem, no Brasil, talvez de alguns milhares, mas enfim…

Para quem ainda não sabia, o Festival tem o espírito das convenções de quadrinhos “originais”, onde um grupo de fãs se organizavam para promover a 9a Arte, sem o apoio oficial das grandes editoras, estúdios de cinema, atores etc. Há, sim, artistas brasileiros expondo seus trabalhos, e palestras e debates com profissionais do meio. A programação completa você vê aqui. O ingresso sai R$ 30,00 se for sozinho, ou R$ 25,00 se levar um amigo. Crianças até 10 anos não pagam.

Neste caso, o evento é um desdobramento do site Guia dos Quadrinhos, o maior e mais confiável banco de dados brasileiro da área, com capas, dados e outras informações úteis para colecionadores, estudiosos e profissionais dos quadrinhos. Vale a pena visitar o site e, como é colaborativo, se puder contribuir com mais informação, ótimo! Também permite organizar sua coleção de HQs.

O Blog Lendo Quadrinhos também estará no FGDQ 2017, em uma das mesas dos expositores no pátio central (M-5). Quem puder, ou quiser, faça uma visita, será um prazer!

Balanço: o Melhor da Marvel Hoje no Brasil -Totalmente Diferente Nova Marvel

A Editora Panini já lançou 14 dos 15 títulos mensais previstos para a nova fase da Marvel Comics no Brasil. Falta apenas Capitão América. Li todos os #1 e a maior parte dos #2 e #3.

Acompanho também as resenhas e reportagens dos principais sites especializados americanos, além de comprar alguns encadernados importados e, portanto, já dá para ter uma boa ideia do que é mais interessante, o que sem dúvida é imperdível e o que pode ser deixado de lado que não fará falta.

Sou leitor regular de quadrinhos de heróis desde 1984. Acompanhei diversas fases da Marvel, DC, Image e outras.
Posso afirmar sem a menor dúvida que o pior momento, ou seja, quando havia uma grande quantidade de revistas de baixa qualidade saindo, foi durante meados da década de 1990. Dos anos 2000 para cá, no geral, há uma grande quantidade de boas e ótimas revistas sendo publicadas. Varia de um ano para o outro, mas a qualidade média, digamos, se mantém.

Estou ciente de que há uma grande polêmica atualmente com o material da All-New, All-Different Marvel. Conheço gente que de fato “largou” a editora. Mas já vi isso acontecer antes – aliás, sempre aconteceu! – por diversas razões (comentarei sobre isso em outro post). Também conheço muita gente nova que passou a consumir recentemente estas revistas. Isso, vale a pena ressaltar, é algo pouco comum e sinaliza uma renovação necessária para a editora e para o mercado em geral.

Mas, vamos lá. Afinal, será que hoje, como se lê por aí, salvo raríssimas exceções, a Marvel publica uma grande quantidade de porcaria?

Segue meu balanço de todas as séries atualmente em publicação no Brasil (ou já confirmadas), com o nome do título original americano e em qual revista está saindo – ou sairá – pela Panini. Agrupei em 4 níveis de qualidade. Espero que sirva de estímulo para os que estão curiosos, mas por lerem tantas críticas negativas, deixam de arriscar. E, todo mundo sabe, quem não arrisca…

1. Nível: TOP
>>>>As IMPERDÍVEIS,
as MELHORES HQs da fase Totalmente Diferente Nova Marvel (sem ordem de preferência). Em suma, são as que entrarão na memória dos fãs e serão sempre citadas:

Bela arte de Russell Dauterman para Thor

1. Thor, de Jason Aaron e Russel Dauterman. Título Panini: Thor (#1 em diante).
2. Doctor Strange, 
por Jason Aaron e Chris Bachalo. Título Panini: Doutor Estranho (#1 em diante).
3. Invincible Iron Man,
de Brian Bendis e David Marquez. Título Panini: Homem de Ferro (#1 em diante).
4. Black Widow, de Mark Waid e Chris Samnee. Título Panini: Viúva Negra – encadernados (a confirmar numeração).
5. Old Man Logan, por Jeff Lemire e desenhado por Andrea Sorrentino. Título Panini: O Velho Logan (edição #5 em diante).
6. The Ultimates, de Al Ewing e Kenneth Rocafort. Título Panini: Avante Vingadores (a partir do #1).
7. Moon Knight,
de Jeff Lemire e Greg Smallwood. Título Panini: Cavaleiro da Lua – encadernados (aguardar numeração).
8. Vision,
de Tom King e Gerardo Walta. Título Panini: Visão – encadernados (#1 e #2, em breve).
9. Silver Surfer
de Dan Slott e Michael Allred. Título Panini: Universo Marvel (do #3 em diante).
10. Black Panther, de Ta-Nehisi Coates e Brian Stelfreeze. Título Panini: Pantera Negra – encadernados (a partir do #1).

 

2. Nível: MUITO BOM
>>>HQs ACIMA DA MÉDIA
desta fase. São consistentemente boas e, embora não tenham aquele “algo a mais” do grupo de cima, são leituras com qualidade garantida, tanto de texto quanto de arte.

A nova e polêmica formação da equipe principal de Vingadores, por Alex Ross

1. All-New All-Different Avengers, de Mark Waid, Adam Kubert e Mahmud Asrar. Título Panini: Vingadores (desde o #1).
2. Amazing Spider-Man,
de Dan Slott e Giuseppe Camuncoli. Título Panini: Espetacular Homem-Aranha (#1 em diante).
3. Deadpool,
de Gerry Duggan e Mike Hawthorne. Título Panini: Deadpool (#1 em diante).
4. Ms. Marvel, de G. Willow Wilson e Takeshi Miyazawa. Título Panini: Ms Marvel – encadernados (a confirmar numeração).
5. Venon Space Knight, de Robbie Thompson e Ariel Olivetti. Título Panini: Universo Marvel (a partir do #1).
6. Daredevil,
por Charles Soule e Ron Garney. Título Panini: Demolidor – encadernados (#12 em diante).
7. Extraordinary X-Men, de Jeff Lemire e Humberto Ramos. Título Panini: X-Men (do #1).
8. Spider-Man, por Brian Bendis e Sara Pichelli. Título Panini: Espetacular Homem-Aranha (#1 em diante).

O Homem-Formiga mora em Miami e toca uma empresa de segurança com ex-vilões B

9. Astonishing Ant-Man, de Nick Spencer e Ramon Rosanas. Título Panini: Avante Vingadores (a partir do #2).
10. Captain America: Sam Wilson,
de Nick Spencer e Daniel Acuña. Título Panini: Capitão América (a partir do #1).
11. Captain America: Steve Rogers, de Nick Spencer e Jesus Saiz. Título Panini: Capitão América (??).
12. Spider-Woman,
de Dennis Hopeless e Jamie Rodriguez. Título Panini: Aranhaverso (a partir do #7).
13. Power Man and Iron Fist, de David Walker e Sanford Greene. Título Panini: (ainda não confirmado o formato).
14. Web Warriors, de Mike Costa e David Baldeon. Título Panini: Aranhaverso (a partir do #7).
15. All-New X-Men, de Dennis Hopeless e Mark Bagley. Título Panini: X-Men (do #1).

A arte cartunesca e vibrante de Stacey Lee

16. Silk, de Robbie Thompson e Stacey Lee.  Título Panini: Aranhaverso (a partir do #7).
17. Punisher, de Becky Cloonan e Steve Dillon. Título Panini: Justiceiro – encadernados (aguardar numeração).
18. All-New Wolverine (X-23), de Tom Taylor e David Lopez. Título Panini: O Velho Logan (edição #5 em diante).
19. Uncanny X-Men, de Cullen Bunn e Greg Land. Título Panini: X-Men (do #1).
20. Squadron Supreme, de James Robinson e Leonard Kirk. Título Panini: Avante Vingadores (a partir do #1).

Arte de Alex Ross para o Esquadrão Supremo


3. Nível: MEDIANO
>>HQs RAZOÁVEIS,
em que alguns arcos são melhores do que outros, mas no geral têm BOA qualidade, com momentos interessantes. Podem surpreender o leitor, inclusive os veteranos! Tecnicamente falando, não há como dizer que são “um lixo”. Há quem torça o nariz para alguns, mas curtem outros, e há quem realmente adoreGosto de bom parte deste material.

1. Uncanny Avengers, de Gerry Duggan e Ryan Stegman. Título Panini: Vingadores (desde o #1).
2. New Avengers, de Al Ewing e Gerardo Sandoval. Título Panini: Vingadores (desde o #1).
3. Spider-Man & Deadpool, Joe Kelly e Ed McGuiness. Título Panini: Homem-Aranha e Deadpool (do #1 em diante)
4. Guardians of the Galaxy, por Brian Bendis e Valerio Schiti. Título Panini: Guardiões da Galáxia (a partir do #1).
5. Rocket Raccoon and Groot, Skottie Young e Filipe Andrade. Título Panini: Guardiões da Galáxia (a partir do #1).

Página interna antes da colorização do novo Hulk por Frank Cho

6. Totally Awesome Hulk, de Greg Pak e Frank Cho. Título Panini: Avante Vingadores (a partir do #1).
7. Spider Man 2099, de Peter David e Will Sliney. Título Panini: Aranhaverso (a partir do #7).
8. Captain Marvel, por Michele Fazekas/Tara Butters com arte de Kris Anka. Título Panini: Avante Vingadores (#1 em diante).
9. Contest of the Champions, de Al Ewing e Paco Medina. Título Panini: Universo Marvel (a partir do #1).

Inumanos: é bom, mas poderia ser melhor…

10. Uncanny Inhumans por Charles Soule e Steve McNiven. Título Panini: Universo Marvel (a partir do #1).
11. Mercs for Money, de Gerry Duggan e Salva EspinTítulo Panini: Homem-Aranha e Deadpool (do #1 em diante)
12. Spider-Gwen, de Jason Latour e Robbi Rodriguez. Título Panini: Aranhaverso (a partir do #7).

4. Nível: FRACO
>As PIORES HQs
atualmente, realmente ABAIXO DA MÉDIA.

1. Guardians of Infinity, de Dan Abnett e desenhada por Carlo Barberi.  Título Panini: Universo Marvel (do #1 ao #4).
2. Nova, de Sean Ryan e Cory Smith. Título Panini: Universo Marvel (a partir do #1).
3. Drax,  de CM Punk e Cullen Bunn, desenhos de Scott Hepburne. Título Panini: Guardiões da Galáxia (a partir do #1).
4. A-Force, por G. Willow Wilson e Jorge Molina. Título Panini: Avante Vingadores (a partir do #1).

Bom, é isso.
Se somarmos os dois grupos superiores, há 30 títulos com qualidade acima da média. Volto a dizer: parte desta análise é pessoal, mas em grande parte é, de fato, embasada nas médias de críticas americanas, além da própria popularidade – ou não – do material em comentários de leitores novos e veteranos. Esse grupo de 30 títulos, de modo geral, são muito bem avaliados. Os outros 16 dos grupos inferiores, não, porque as notas flutuam muito mais e certamente não dá para colocá-los como “qualidade garantida”.

Acredito que existe, neste momento em especial, muito leitor chateado com a substituição de um personagem clássico por outro mais jovem e, ainda por cima, no geral, representante de uma “minoria”. De fato, a Marvel vem promovendo fortemente a diversidade. O problema desse sentimento é que traz – para alguns fãs – uma má vontade em ler as histórias com os “substitutos”. Eu procuro fazer um esforço consciente em me abrir para “o novo”, até porque leitores veteranos como eu não precisam se incomodar com a aposentadoria (ou mesmo com a morte rsrs) de um grande herói, porque mais cedo ou mais tarde eles sempre voltam. SEMPRE!!

Acho louvável a iniciativa de Marvel em promover uma ampla renovação de personagens, que oxigena seu universo e permite o surgimento de novos ícones. Talvez precise fazer um “ajuste” para balancear seus quadros – e parece que fará isso a partir de Generations -, mas por enquanto vale a pena aproveitar a viagem.

Obrigado pela atenção!

Revistas Marvel Panini Após Guerras Secretas (Totalmente Diferente Nova Marvel)

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Embora muitos títulos das Guerras Secretas continuem nas bancas, e muitos leitores ainda não conseguiram concluir toda a obra (eu, por exemplo), as primeiras revistas no cenário pós evento já foram lançadas pela Panini e outras mais foram anunciadas para breve. Segue um resumo dos títulos, seus mixes e meus comentários. Interessante que a Panini não colocou nenhum “selo” para marcar esta nova fase.

Destaco, antes, uma ótima novidade. A partir desta nova fase, finalmente a Panini vai abandonar o péssimo papel Pisa Brite e vai adotar o (muito) melhor LWC. Essa vai ser uma enorme evolução para apreciação das artes. Ainda não se iguala ao padrão das edições originais americanas, mas fica mais perto. A editora fez primeiro um teste com a revista do Homem Aranha e depois publicou tudo das Guerras com esse material. Pelo jeito agradou e torçamos para que não voltem atrás.

Agrupei os títulos por Mensais e Encadernados. Confiram onde sairão cada título americano em cada revista brasileira. Adianto que, se tudo correr conforme os planos, nunca antes na história de nosso país tivemos tantos títulos da Marvel!

Mensais com 2 histórias principais – (variando entre 52 e 68 páginas, de R$ 7,20 a R$ 8,70).

1. Homem de Ferro – a edição #1 contém as duas primeiras histórias do título Invincible Iron Man, que saíram em outubro de 2015 nos EUA (a Marvel tem, já há alguns anos, publicado duas edições por mês de alguns personagens). Texto de Brian Bendis e arte do ótimo David Marquez. Certamente esta revista também conterá em breve o título International Iron Man, ou seja, será a primeira vez na Era Panini que teremos uma revista inteiramente dedicada ao HdF.

2. Deadpool – outro título que retorna estrelado por um personagem no auge da popularidade. A edição #1 traz as duas primeiras histórias do título americano Deadpool, de novembro de 2015, de Gerry Duggan e Mike Hawthorne. Em breve, outro título americano regular com o personagem, Deadpool & The Mercs for Money deve compor o mix de uma nova revista mensal no Brasil: Homem Aranha e Deadpool, que também trará, claro, as histórias de Spider Man & Deadpool, que faz muito sucesso nos EUA. A Panini até mesmo já anunciou uma terceira revista regular com o Mercenário Tagarela, chamada Deadpool Extra, para abrigar – acredito – títulos como Gwenpool e minisséries, como Deadpool & Gambit.

3. O Velho Logan – a única revista que começou nas Guerras Secretas e que continuará sem zerar sua numeração nesta nova fase. A edição #5 traz a estréia da X-23 como a nova Wolverine, do título All-New Wolverine #1 (novembro de 2015), de Tom Taylor e David Lopez e a primeira história do agora título mensal Old Man Logan (janeiro de 2016), escrito por Jeff Lemire e desenhado por Andrea Sorrentino – o mesmo artista que trabalhou com o personagem durante as Guerras Secretas. Sem grandes surpresas neste mix, por enquanto.

4. Doutor Estranho – o Mago Supremo estrela sua própria revista mensal pela primeira vez no Brasil. A edição #1 traz as primeiras duas histórias de Doctor Strange (outubro e novembro de 2015), escritas pelo superstar Jason Aaron e desenhadas pelo veterano Chris Bachallo. Não parece que a Panini irá acrescentar outros personagens místicos nesta revista (Feiticeira Escarlate?), pelo menos nos primeiros três números, mas no futuro certamente o título Doctor Strange and the Sorceres Supremes – que contará com uma maga brasileira – deve aparecer aqui. Tomara que a revista vingue!

Mensais com 3 histórias principais – (variando entre 76 e 84 páginas, de R$ 9,40 a R$ 9,60).

5. O Espetacular Homem-Aranha – este título terá 3 histórias principais, concentrando os dois Homens-Aranhas ativos do Universo Marvel pós-GS: Peter Parker e Miles Morales. Na edição #1 temos a primeira aventura do jovem Morales do título Spider-Man por Brian Bendis e Sara Pichelli (de fevereiro/2016) e a primeira do título Amazing Spider-Man de Dan Slott e Giuseppe Camuncoli (outubro/2015), além de histórias curtas e capas alternativas. Acredito que não teremos surpresas com este mix pelos próximos anos, já que todas as revistas de personagens da “família do Aranha” – como Spider Woman e Carnage – continuarão saindo na Aranhaverso, ou em especiais.

6. Vingadores – seu mix será composto pelos 3 títulos principais de equipes, mas na edição #1 temos apenas a estréia de duas delas: a primeira história dos Novos Vingadores (New Avengers, de outubro de 2015), a equipe liderada pelo brasileiro e ex-Novo Mutante/X-Force Roberto da Costa. Escrita pelo competente Al Ewing e ilustrada pelo cartunesco Gerardo Sandoval; e a primeira dos Novíssimos e Diferentes Vingadores (All-New All-Different Avengers 1 de novembro de 2015), que é a equipe central, composta pelos veteranos Homem de Ferro, Thor, Visão e Capitão América, acrescida pelos jovens Nova, Ms. Marvel e Homem-Aranha (Morales). Este título é escrito por Mark Waid e tem arte de Adam Kubert. A Panini incluiu, para completar esta edição, histórias curtas dos one-shots Avengers Zero e Free Comic Book Day 2016. A terceira equipe, Fabulosos Vingadores (Uncanny Avengers) aparecerá na edição #2.

7. Guardiões da Galáxia – a edição #1 traz as estreias de três títulos: Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy lançada em outubro de 2015), escrita pelo Brian Bendis e desenhada por Valerio Schiti, com a equipe renovada, que inclui o Coisa; a primeira revista-solo do Drax (Drax de novembro/2015) de CM Punk e Cullen Bunn, desenhos de Scott Hepburne, que não durou muito tempo lá fora; e Rocky Racum e Groot (Rocket Raccoon and Groot, janeiro/2016), unindo as revistas-solo do Guaxinim Espacial e da Árvore Lutadora de antes das Guerras, é escrita por Skottie Young e desenhada pelo brasileiro Filipe Andrade. Completa a edição uma HQ curta de All New All Diffente Marvel Point One também focada nessa dupla de Guardiões. Em breve a Panini deve incluir o material do título mensal do Senhor das Estrelas.

Mensais com 5 ou 6 histórias principais – (variando entre 148 e 156 páginas, de R$ 18,20 a R$ 18,60).

8. Avante Vingadores – na edição #1 temos cinco estreias, sendo que nenhuma é formada exatamente por “Vingadores” – há vários ex, no entanto. A Panini já lançou revistas assim antes, então sem grandes novidades, só fica o aviso. O ótimo Esquadrão Supremo de James Robinson e Leonard Kirk (Squadron Supreme, de novembro/2015) ganhou o destaque na capa de Alex Ross e será uma equipe adversária dos Vingadores. Capitã Marvel (Captain Marvel de janeiro/2016) , em mais um reinício para Carol Danvers, agora comandando a Tropa Alfa em uma estação espacial (!?!), escrita por Michele Fazekas e Tara Butters e desenhada pelo elegante Kris Anka. O Incrivelmente Sensacional Hulk (Totally Awesome Hulk de dezembro de 2015), do veterano em heróis gama Greg Pak e ilustrado por Frank Cho, apresenta um novo alter ego para o Hulk. Apesar do nome, os Supremos (The Ultimates, novembro/2015) de Al Ewing e Kenneth Rocafort são uma equipe nova, à parte dos Vingadores, e que também não traz nenhuma ligação com o título famoso do Universo Ultimate. Finalmente, Força-V (A-Force, dezembro de 2015), outra equipe independente, formada somente por mulheres que apareceu no Mundo Bélico e agora continuará no novo Universo Marvel, produzida pela mesma dupla criativa, G. Willow Wilson nos roteiros e ilustrada por Jorge Molina. Já foi anunciado que em breve o Homem-Formiga entrará neste mix – outro herói que não é um Vingador ativo no momento.

9. Universo Marvel – esta revista conterá aventuras cósmicas, de realidades alternativas e outras do gênero. A edição #1 traz três histórias do Torneio dos Campeões (mas somente uma principal do título Contest of the Champions de outubro/2015), de Al Ewing e Paco Medina, retomando o conceito central da primeira minissérie da editora, de 1982. Guardiões do Infinito (Guardians of Infinity, de dezembro/2015), escrito por um dos renovadores do universo cósmico da Marvel, Dan Abnett e desenhada por Carlo Barberi tem as duas primeiras histórias publicadas aqui. Venon o Cavaleiro Espacial (Venon Space Knight novembro/2015) de Robbie Thompson e belissimamente ilustrada pelo argentino Ariel Olivetti, traz o Agente Venon em uma nova missão. Sam Alexander, agora com seu pai, volta como o Nova (Nova de novembro/2015), de Sean Ryan e Cory Smith. Finalmente, Fabulosos Inumanos (Uncanny Inhumans outubro/2015) o principal título desta grande família nesta fase, escrito novamente por Charles Soule e com arte do superstar Steve McNiven.

Outros títulos já anunciados, mas ainda não lançados:

Revistas Mensais:
10. Capitão América – no começo só com as histórias do Sam Wilson
11. X-Men – esta sim já confirmada com os títulos das 3 equipes pós-Guerras: Extraordinary, All-New e Uncanny
12. Thor – provavelmente com duas HQs da nova Thor
13. Deadpool Extra – provavelmente com duas ou três HQs por edição, com as várias minisséries e Gwenpool
14. Homem-Aranha e Deadpool – provavelmente com duas HQs por edição, uma de Spider-Man & Deadpool e outra de Mercs for Money
15. Aranhaverso – deve manter o formato de 5 a 6 HQs, com Mulher-Aranha, Spider Gwen, Teia de Seda, Guerreiros da Teia, Spidey, Carnificina, Homem Aranha 2099 e especiais

Encadernados Regulares:
Demolidor – continuará a numeração da fase anterior do Mark Waid, agora por Charles Soule e Ron Garney
Ms. Marvel –  provavelmente continuará a numeração anterior, ainda com G Willow Wilson no texto
Viúva Negra – com a nova e excelente fase de Mark Waid e Chris Samnee
Justiceiro – de Becky Cloonan e Steve Dillon
Cavaleiro da Lua – de Jeff Lemire e Greg Smallwood
Pantera Negra – do premiadíssimo escritor Ta-Nehisi Coates e desenhada por Brian Stelfreeze
Visão – elogiadíssima por 10 em 10 resenhistas, de Tom King e Gerardo Walta
Gavião Arqueiro (a confirmar) – de Jeff Lemire e Ramon Perez

Títulos americanos ainda sem uma “casa” no Brasil: 

Os seguintes títulos ainda não foram anunciados pela Panini, e há poucos rumores se – e como – sairão no Brasil. A maioria já foi cancelada nos EUA então a chance de publicação é baixa, com exceção, claro, dos mais conhecidos ou produzidos por autores renomados. Nesse primeiro grupo podemos incluir:

Capitão América Steve Rogers (na fase “Hidra”). Karnak . Vote Loki . Totalmente Novos Inumanos . Luke Cage e Punho de Ferro . X-Men ’92 . Feiticeira Escarlate . Thunderbolts

Este outro grupo de títulos americanos tem personagens com baixa popularidade e vários já foram cancelados e, portanto, a maioria não deve ser publicado pela Panini:

Garota-Esquilo . Patsy Walker (Felina) . Angela . Cavaleiro Negro . Weirdworld . Comando Selvagem da SHIELD . Illuminati . Lobo Vermelho . Howard o Pato . Estigma e Máscara Noturna . Harpia . Hércules . Agentes da SHIELD . Hyperion . Falcão Noturno . Garota da Lua e Dinossauro Demônio

Nota: todas essas revistas citadas compreendem à Fase All-New All-Different, que começou no final de Guerras Secretas e terminou no mini-evento dos Vingadores Standoff; ou seja, antes do megaevento Guerra Civil II.

Lendo Quadrinhos na CCXP 2016

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Vou dar uma pausa nas resenhas de Guerras Secretas (sim, ainda não desisti de resenhar todas as edições nacionais!), para informar que estaremos nos próximos 4 dias na Comic Con Experience, na capital paulista.

Além de ir à caça de autógrafos e de uma boa conversa com artistas, comprar algumas artes e ficar por dentro das novidades, vou colaborar em um dos estandes, o da loja Comic Hunter, do Celso, um dos grandes especialista em HQs brasileiros.

Lá estaremos no meio de 20 mil revistas em quadrinhos, nacionais e estrangeiras, de todos os gêneros e épocas. Raridades, itens fora de catálogo, séries inteiras e muitos encadernados estarão à disposição dos visitantes, todas em bom ou ótimo estado. E o melhor: dá para comprar algumas revistas e imediatamente correr para o Artist’s Alley e pedir um autógrafo!

Quem aparecer, pode ir lá na Comic Hunter para um bate-papo ou simplesmente conhecer muita coisa boa da nona arte.
Abraços.

 

Guerras Secretas enfim no Brasil!

Finalmente, o tão aguardado e às vezes temido evento que mexeu com todos os heróis, vilões, planetas e realidades da Marvel começou a ser publicado em nosso país.

A Panini do Brasil preparou um bom pacote de revistas, mas sabe-se que não sairão todas as produções originais americanas, isto é, claro que a série central e os principais tie-ins (interligações), como dos X-Men e do Homem-Aranha terão sua vez, mas muita coisa ficará de fora. Nos EUA, a maior parte foi publicada em formato de minisséries, e aqui não será diferente, mas deve abarcar cerca de 70% do total original.

Particularmente, acho uma pena, porque o leitor brasileiro merecia ter a chance de escolher… há sempre personagens menos populares com sua parcela de fãs, ou mesmo boas histórias com esses heróis que poderiam ser curtidas por leitores exigentes ou curiosos.

O mais estranho é que no caso da DC, a Panini publicou na íntegra os Novos 52 cinco anos atrás, e até Convergence (pelo que ouvi dizer, mas posso estar errado), de agora há pouco. A justificativa poderia ser a “crise econômica”, mas desse jeito fica parecendo mesmo baixa força de vontade.

Em todo caso, para celebrar a chegada desse grande Evento Marvel, decidi retomar os reviews do Blog e vou comentar TODAS as revistas brasileiras.

No próximo post já começo com a edição #1 da série principal.