Rápida Resenha de X-Men #7 – Panini Comics

Na capa, chamada para o início da saga Guerras Apocalípticas

Uma saga que interligará os 3 títulos dos X-Men começa nesta edição, que novamente conta com uma história de cada equipe, mais uma extra curta. Resenha livre de spoilers, confira e comente! As “Guerras Apocalípticas” devem durar vários meses.

Novíssimos X-Men 7: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Continuação da aventura dos jovens X-Men em Paris, este título ainda não está interligado com a saga “As Guerras Apocalípticas”. Após o embate com Blob vamos acompanhar, com uma boa dose de desespero, o cativeiro de Ciclope contra outro dos primeiros inimigos da equipe, Groxo. Para os que estão começando a desvendar o enorme contingente de personagens que frequentam as páginas dos mutantes da Marvel, Groxo é, tradicionalmente, um dos vilões menos perigosos de todos os tempos, tendo sido lacaio de Magneto ou faxineiro na Mansão-X. Por isso mesmo, não é corriqueiro que ele se torne uma ameaça, mas a situação criada por Hopeless é interessante, porque possível. Enquanto sofre nas mãos de Groxo – com direito a uma das cenas mais brutais que já vi com um X-Men -, Ciclope usa sua mente estratégica para tentar escapar, mesmo imaginando que o resto da equipe deve estar à sua procura. Bagley continua se destacando, criando sequências tensas, intercaladas com cenas de convivência também muito bem delineadas. Grande parte da qualidade da arte é, sem dúvida, efeito de Nolan Woodard nas cores. Nota 7,5.

Extraordinários X-Men 8.1: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

A primeira parte das “Guerras Apocalípticas” é conduzida com categoria por Lemire e Ramos, que trazem de volta um grotesco vilão, eternamente associado à saga da realidade alternativa da Era do Apocalipse, de 1994. Mas, se você desconhece essa história e esse tal vilão, não se preocupe, dá para começar a ler esta revista sem esse backgroundTempestade está planejando os próximos passos de sua poderosa e vasta equipe, em um diálogo bem costurado com o Velho Logan, quando são interrompidos com uma notícia perturbadora: de repente, surgiram 600 novas assinaturas de mutantes em Tóquio. É algo completamente inesperado porque a Névoa Terrígena dos Inumanos tem impedido o surgimento de mutantes no mundo Marvel. Colossus, Cérebra e alguns dos estudantes do Abrigo-X resolvem investigar. A premissa estava interessante, até o epílogo. Na verdade, algo que me preocupa é que esta saga envolverá, pelo jeito, viagens no tempo e versões alternativas de nossos queridos X-Men – o que pode ser muito bom, dependendo da história, mas também pode ser enfadonho, porque é um recurso utilizado inúmeras vezes, inclusive recentemente. Victor Olazaba é um colorista talentoso e ajuda a deixar este título moderno. Vamos aguardar os desdobramentos. Nota 8,0.

Extraordinários X-Men 8.2: de Jeff Lemire e Victor Ibañes

Curta, porém bem desenvolvida história de Magia e Sapina – uma nova personagem que apareceu pela primeira vez na edição #1 – em visita ao Doutor Estranho. É sempre válido quando a editora promove histórias que conectam os X-Men ao resto do Universo Marvel. E nada mais natural do que o Mago Supremo para investigar os dons de Sapina. Este é outro exemplo da competência de Lemire. Em poucas páginas, há ação, grandes revelações, ótimas caracterizações dos personagens e tudo com diálogos bem construídos. Ibañes entrega outro bom trabalho e parece se consolidar como o desenhista escalado para intercalar as HQs dos Extraordinários com Humberto Ramos. Nota 8,0.

O bom Doutor em uma rara aparição no título dos X-Men

Fabulosos X-Men 6: de Cullen Bunn e Ken Lashley

Novo desenhista no título, Lashley é veterano na Marvel e já trabalhou com os mutantes. Não sabemos se ele continuará nos Fabulosos de vez, mas como este é também um capítulo das Guerras Apocalípticas fica a expectativa de que pelo menos cuidará de todo este arco. O foco, como não poderia deixar de ser, já que estamos tratando de uma saga que envolve Apocalipse, é o Anjo, que já foi um de seus Cavaleiros e teve diversas transformações físicas e espirituais desde então. O Anjo atual, é preciso lembrar, é um enigma e Psylocke parece finalmente disposta a desvendá-lo. Há recapitulações da confusa trajetória do herói alado em uma história lenta, que ganha alguma movimentação quando o foco muda para a missão de Monet e Dentes de Sabre, mas nada muito interessante. O clifhanger, contudo, é bem curioso – ponto para Bunn, que parece capaz de reciclar temas tradicionais da mitologia mutante com uma certa criatividade. Nota 6,0.

Nota Final desta Revista: 7,3.

Resenha de O Velho Logan #4 – Panini Comics

Capa da edição que fecha o arco de O Velho Logan nas Guerras Secretas

Nesta quarta edição de O Velho Logan nas Guerras Secretas, a Panini incluiu o capítulo #5 da minissérie americana, Old Man Logan, mas a revista começa com duas historietas retiradas de Secret Wars Too, que de verdade não tem nada a ver com o tom da série principal, o que torna esta HQ… esquisita.

. Volume de Spoilers: praticamente zero.

Vamos lá! Antes de falarmos da história principal, precisamos comentar brevemente as duas histórias que abrem esta revista, ambas extraídas da minissérie americana Secret Wars Too, sendo uma da edição #IV e outra da #VI.

Em “Os Últimos Dias do Demo”, de Kyle Starks e Ramon Villalobos, vemos o que aconteceu com o Demo, um obscuro coadjuvante do Capitão América que brevemente participou dos Vingadores, alguns dias antes do evento da “incursão final” que levou às Guerras Secretas (a colisão das duas Terras remanescentes!). Gosto da arte de estilo alternativo do Villalobos, que combina bem com esta história totalmente despretensiosa e até bem engraçada. Duas curiosidades:o uniforme “clássico” do Demo lembra muito um dos primeiros do Wolverine e, atualmente, esse herói está participando das aventuras do Capitão América Sam Wilson.

Logo depois, em “O Urso Sem Medo” de Ryan Browne – que fez tudo: roteiro, arte e cores – nosso ilustre mutante favorito, porém de uma Terra Alternativa, tem um breve duelo com 3 versões do Ciclope, quando surge… Demoliurso, o Urso Sem Medo! Sim, vocês devem ter entendido do que se trata. Mas, acredite, a HQ fica ainda mais estranha nas páginas seguintes. A proposta é de um humor absurdo, nonsense, que me lembrou alguma coisa entre a MAD e quadrinhos alternativos dos anos 1980. Honestamente? Não gostei, e nem entendi porque a Panini a publicou aqui. Lógico que havia “espaço”, mas será que não havia nada melhor? Nestas situações ainda acho mais interessante repetir uma história antiga, de qualidade, do que preencher com experimentalismos de gosto duvidoso.

Agora sim, entramos na conclusão do arco de O Velho Logan nas Guerras Secretas.

Página Dupla com o Velho Logan em NYC

Brian Bendis despede-se do personagem com uma história calma, sem ação – o que leva a imaginar porque na capa há a chamada “Caçada Mortal!”. Logan está agora em (uma) Nova York e parece não acreditar no que vê. Afinal, de onde vem só há ruínas desta grande metrópole. Os cenários são belamente ilustrados por Andrea Sorrentino, com as ótimas cores de Marcelo Maiolo que, aqui, voltam a casar bem com os intrincados quadros de Andrea, suas chamativas torres corporativas de Manhattan e bons momentos oníricos/telepáticos. O roteiro apresenta poucas situações concretas acontecendo, mas diálogos bem construídos, precisos, talvez a grande marca registrada do autor. Na primeira parte do capítulo, o idoso ex-Wolverine vai ter uma série de reencontros surpreendentes, mas as cenas mais interessantes ficam da metade para frente, inclusive com interligação com o final da saga Guerras Secretas.

Sem dúvida o epílogo cria uma grande oportunidade para a Marvel continuar explorando este Wolverine de um jeito diferente. No geral, esta minissérie começou instigante e repleta de ação e possibilidades, mas logo perdeu o fôlego, mudou de direção e termina de um jeito completamente diferente daquele que poderíamos imaginar. É uma HQ mediana, mas que ao menos faz jus ao estilo de narrativa que causou grande impacto na saga original, de Mark Millar e Steve McNiven.

Interessante construção de Andrea Sorrentino

Fica o aviso que a Panini continuou com esta revista, que virou uma mensal regular, a única surgida durante a Fase Guerras Secretas, e que perdura até hoje, na edição #19, mas, como já mencionado, sem nenhuma ligação com este grande evento Marvel: a edição brasileira passou a publicar, desde a #5, a mensal Old Man Logan escrita por Jeff Lemire e arte variada, mas que inclui também a do italiano Andrea Sorrentino; além de publicar também a mensal All-New All-Different Wolverine, com as histórias da X-23 (Laura Kinney), que assumiu a identidade de Wolverine, escritas por Tom Taylor.

Nota: 6,0.

Rápida Resenha de X-Men #6 – Panini Comics

Arte de Humberto Ramos só na capa de X-Men #6

Pela primeira vez nesta série, temos duas aventuras da equipe da Tempestade. Quem ficou de fora foram os Fabulosos de Magneto. Além disso, Humberto Ramos só está na capa, tendo sido momentaneamente substituído em Extraordinários pelo espanhol Victor Ibanez. Confira a resenha da edição de junho de 2017 dos X-Men.

Extraordinários X-Men 6: de Jeff Lemire e Victor Ibanez

Dando sequência ao gancho da edição anterior, acompanhamos a equipe conhecendo o Mundo Bizarro, uma nova região presente na Terra Marvel desde Guerras Secretas (o tie-in que a abordou não foi publicado no Brasil), que é uma conjunção de vários mundos malucos, repletos de magia, populações e criaturas fantásticas. Quem leu Esquadrão Supremo na revista mensal Avante, Vingadores! já sabe do que se trata. E, por falar em Magia, Illyana tem uma participação importante, inclusive desenvolvendo uma aproximação com Sapina, a jovem mutante indiana salva na primeira edição desta revista e que, aparentemente, tem também poderes místicos. Como de praxe, Lemire insere bons momentos de desenvolvimento de todos os personagens – entre grandes amigos, como de Colossus com Logan, ou longe disso, como entre o professor Homem de Gelo e o aluno Anole – ou seria o contrário neste caso? Há também ação, mas não é o mais marcante. É estranho ver esta equipe pela primeira vez com outro traço que não seja o ultra cartunesco de Humberto Ramos, mas Ibanez não é principiante e dá conta de entregar um bom trabalho, embora sem novidades. As criaturas do Mundo Bizarro são interessantes e as cores de Jay David Ramos compõem uma arte de qualidade. Tempestade ganha ótimos momentos e é, definitivamente, a estrela desta série. Nota 7,5.

Extraordinários X-Men 7: de Jeff Lemire e Victor Ibanez

A aventura no Mundo Bizarro continua, agora com outro mutante relativamente famoso  e até então desaparecido desde o “evento do passado que ainda não foi publicado” (que seria Inumanos Versus X-Men), mas desta vez o foco está na tentativa de Tempestade e de Jean Grey em tentar compreender o que deixou Noturno tão assustado e confuso. A estratégia é uma viagem telepática que, embora longe de ser inovadora, aqui rende momentos poderosos de narrativa gráfica, com um final perturbador muito bem conduzido pelo roteirista. Ibanez arrisca mais e a história ganha momentos realmente interessantes. Não sei se termina aqui o segundo arco, mas ficamos com aquela incrível vontade de ler mais – e rapidamente – histórias destes grandes personagens. Nota 8,0.

Novíssimos X-Men 6: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Este capítulo mantém o ritmo intenso da edição anterior, com Blob ainda dando muito trabalho para os jovens X-Men. A batalha gera momentos de tensão, Fera tem um momento de desilusão intelectual muito apropriada e um de seus colegas finalmente mostra que já não é mais o mesmo em uma sequência inesquecível de coragem e poder! Hopeless parece cada vez mais à vontade com os personagens, e resgata um plot que lançou algumas edições atrás para introduzir uma nova ameaça. Esse é um vilão menor e sua presença em Paris está sem explicação, parecendo a princípio extremamente conveniente, ainda mais com Blob no mesmo dia, mas vamos ver como isso será resolvido na próxima edição. Um dos aspectos mais interessantes de Novíssimos X-Men é que o autor está conseguindo trocar o foco entre o vasto elenco a praticamente cada edição. Em um primeiro momento parecia que a estrela seria o jovem Ciclope, mas todos estão ganhando espaço para desenvolvimento, como Idie. Sem dúvida, ter Mark Bagley em ótima fase ajuda também. Nota 8,0.

Nota Final desta Revista: 8,0

Rápida Resenha de X-Men #4 – Panini Comics

Um velho vilão dá as caras na capa de X-Men 4

Na edição de abril de 2017, um dos grandes vilões dos mutantes se envolve com a poderosa equipe de Tempestade. Acompanhe nossa resenha livre de spoilers.

Fabulosos X-Men 4: de Cullen Bunn e Greg Land

Bunn prossegue no desenvolvimento de seu plot, narrando situações em 4 localidades diferentes. Em Nova York, temos um prelúdio no Clube do Inferno reunindo dois mutantes que não estão nesta equipe – pelo menos até aqui, mas que haviam aparecido nas edições anteriores e que, aparentemente, estão envolvidos com a tal Corporação Futuro, a organização maligna introduzida no primeiro capítulo desta nova fase e que ainda está envolta em mistérios. No Tibete, Xorn recebe visitantes nada amigáveis, e demonstra ser uma poderosa força à deriva no Universo Marvel. Magneto leva um dos mutantes curandeiros que está protegendo para Genosha, enquanto os vilões que estão caçando esses curandeiros tem um confronto violento com os Fabulosos no Egito. Novamente, Bunn consegue produzir uma história ágil, com interessantes relações entre os personagens, com destaque para Psylocke e Magneto. O gancho final é muito bom, e preciso dizer que estou gostando bastante da arte do Greg Land.  Seu traço está mais elegante, com menos exageros, e sua narrativa, muito boa. Claro que ele se sobressai em uma festa no Clube de Inferno, e tem menos muito menos recursos ao retratar catacumbas no Egito, mas no geral está bem. Acredito que tanto a arte-final de Jay Leisten quanto, sobretudo, as cores de Nolan Woodard contribuem bastante para a qualidade visual desta série. Nota 6,5.

Novíssimos X-Men 4: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Começa um novo arco e desta vez o foco será no casal Laura e Warren, ou seja, na nova Wolverine, e no primeiro Anjo, aquele que veio do passado. É uma escolha adequada, tanto pelo que o autor já havia plantado anteriormente, como pela própria relevância que a ex-X-23 ganhou ao assumir o manto do Wolverine. Laura Kinney está cada vez mais audaciosa e encara desafios e ameaças impetuosamente, se machucando muito no processo e, com isso, incomodando – com razão -, seu jovem namorado. Há ação no Japão, na Califórnia, na Tailândia e, por fim, em Paris, onde a dupla encontra um vilão clássico dos X-Men. Uma grande novidade que este título traz e que condiz com a Fase “Totalmente Diferente”, é que Ciclope, Fera, Homem de Gelo e companhia são frequentemente recebidos como verdadeiros heróis ao redor do mundo. Em termos de arte, Bagley tem bastante espaço para produzir belas cenas de ação, e as cores de Andrew Henessy estão ótimas, acrescentando a necessária vitalidade que esta história pede. O final, ao contrário da edição anterior, é um inesperado cliffhanger. Nota 7,5.

Extraordinários X-Men 4: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

Capítulo cheio de ação para a equipe da Tempestade. Após resolverem a ameaça que começou na revista anterior, os X-Men partem para o resgate de alguns colegas, que estão com o vilão destacado na capa, ou seja, o Sr. Sinistro, atualmente emprenhado em realizar experimentos com o DNA de Inumanos e Mutantes. Alguns Carrascos estão ao seu lado, e o inevitável duelo entre os dois grupos traz alguns momentos bacanas, especialmente entre o Velho Logan e seus jovens colegas, além de permitir observar, novamente, como esta Jean Grey é poderosa. Lemire entrega mais um capítulo bem construído, com outro bom cliffhanger. Embora não seja “extraordinário”, há consistência nas histórias e a equipe funciona bem, com todos os personagens com alguma relevância. Ramos tem alguns bons momentos, mas sua arte realmente está (é?) inconsistente. As cores, por outro lado, são um ponto forte. É impressionante a qualidade média elevada que a Marvel têm mantido neste aspecto. O colorista Edgar Delgado acrescenta muita energia e, como agora todas as revistas da Panini tem um papel melhor, com brilho, a revista ganha muito no quesito beleza. Nota 7,0.

Nota Final desta Revista: 7,0

Resenha de O Velho Logan #3 – Panini Comics

Nesta terceira edição de O Velho Logan nas Guerras Secretas, a Panini incluiu o capítulo #4 da minissérie americana original, e duas outras histórias com a presença de versões do mutante no Mundo Bélico. O resultado é bem mediano.

. Volume de Spoilers: zero.

A história principal desta revista começa com o Velho Logan exatamente onde estava no final da edição anterior, ou seja, enfrentando os Zumbis na área além da Muralha. Há várias páginas dedicadas à sanguinolenta batalha, até que nosso herói encontra uma inesperada aliada.

Bendis divide a narrativa em três momentos, sendo que o primeiro e o último são basicamente iguais. A única novidade é no segundo, sem ação, puro talking heads, ou seja, bate-papo com cenas focadas nos rostos dos personagens. O problema é que os heróis não falam nada de realmente interessante, apenas bobagens. Logo há mais sangue e… fim.

Poderíamos imaginar que o roteirista quis deixar espaço para a dupla de artistas “brilhar”, mas mesmo assim, o resultado fica inferior ao das edições anteriores. As cores de Marcelo Maiolo continuam intensas mas, desta vez, pelo tipo de personagens e cenário, parecem excessivamente brilhantes. Andrea Sorrentino já provou ser um talentoso desenhista, continua com suas quadrinizações estilosas mas, também aqui, o resultado não é tão poderoso como em outros capítulos. Os zumbis são todos muito parecidos, apesar de serem superseres, e as cores sem variedade não ajudam na distinção.Vamos torcer para as aventuras do Velho Logan melhorarem na sequência.

As duas histórias curtas que fecham esta edição são HQs melhores, embora nada de espetacular.

A primeira mostra um Justiceiro possuído por um Doutor Estranho. Wolverine aparece como membro de um tal de Quarteto Infernal, que é uma equipe interessante. Texto de Joshua Williamson e arte de Mike Henderson.

A segunda HQ tem um clima noir bacana, com um Wolverine detetive que se depara com um mistério envolvendo o assassinato de um Tony Stark. Texto de Frank Tieri e bela arte de Richard Isanove, o destaque desta edição inteira, por sinal.

Nota: 5,0.

Revistas Marvel Panini Após Guerras Secretas (Totalmente Diferente Nova Marvel)

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Embora muitos títulos das Guerras Secretas continuem nas bancas, e muitos leitores ainda não conseguiram concluir toda a obra (eu, por exemplo), as primeiras revistas no cenário pós evento já foram lançadas pela Panini e outras mais foram anunciadas para breve. Segue um resumo dos títulos, seus mixes e meus comentários. Interessante que a Panini não colocou nenhum “selo” para marcar esta nova fase.

Destaco, antes, uma ótima novidade. A partir desta nova fase, finalmente a Panini vai abandonar o péssimo papel Pisa Brite e vai adotar o (muito) melhor LWC. Essa vai ser uma enorme evolução para apreciação das artes. Ainda não se iguala ao padrão das edições originais americanas, mas fica mais perto. A editora fez primeiro um teste com a revista do Homem Aranha e depois publicou tudo das Guerras com esse material. Pelo jeito agradou e torçamos para que não voltem atrás.

Agrupei os títulos por Mensais e Encadernados. Confiram onde sairão cada título americano em cada revista brasileira. Adianto que, se tudo correr conforme os planos, nunca antes na história de nosso país tivemos tantos títulos da Marvel!

Mensais com 2 histórias principais – (variando entre 52 e 68 páginas, de R$ 7,20 a R$ 8,70).

1. Homem de Ferro – a edição #1 contém as duas primeiras histórias do título Invincible Iron Man, que saíram em outubro de 2015 nos EUA (a Marvel tem, já há alguns anos, publicado duas edições por mês de alguns personagens). Texto de Brian Bendis e arte do ótimo David Marquez. Certamente esta revista também conterá em breve o título International Iron Man, ou seja, será a primeira vez na Era Panini que teremos uma revista inteiramente dedicada ao HdF.

2. Deadpool – outro título que retorna estrelado por um personagem no auge da popularidade. A edição #1 traz as duas primeiras histórias do título americano Deadpool, de novembro de 2015, de Gerry Duggan e Mike Hawthorne. Em breve, outro título americano regular com o personagem, Deadpool & The Mercs for Money deve compor o mix de uma nova revista mensal no Brasil: Homem Aranha e Deadpool, que também trará, claro, as histórias de Spider Man & Deadpool, que faz muito sucesso nos EUA. A Panini até mesmo já anunciou uma terceira revista regular com o Mercenário Tagarela, chamada Deadpool Extra, para abrigar – acredito – títulos como Gwenpool e minisséries, como Deadpool & Gambit.

3. O Velho Logan – a única revista que começou nas Guerras Secretas e que continuará sem zerar sua numeração nesta nova fase. A edição #5 traz a estréia da X-23 como a nova Wolverine, do título All-New Wolverine #1 (novembro de 2015), de Tom Taylor e David Lopez e a primeira história do agora título mensal Old Man Logan (janeiro de 2016), escrito por Jeff Lemire e desenhado por Andrea Sorrentino – o mesmo artista que trabalhou com o personagem durante as Guerras Secretas. Sem grandes surpresas neste mix, por enquanto.

4. Doutor Estranho – o Mago Supremo estrela sua própria revista mensal pela primeira vez no Brasil. A edição #1 traz as primeiras duas histórias de Doctor Strange (outubro e novembro de 2015), escritas pelo superstar Jason Aaron e desenhadas pelo veterano Chris Bachallo. Não parece que a Panini irá acrescentar outros personagens místicos nesta revista (Feiticeira Escarlate?), pelo menos nos primeiros três números, mas no futuro certamente o título Doctor Strange and the Sorceres Supremes – que contará com uma maga brasileira – deve aparecer aqui. Tomara que a revista vingue!

Mensais com 3 histórias principais – (variando entre 76 e 84 páginas, de R$ 9,40 a R$ 9,60).

5. O Espetacular Homem-Aranha – este título terá 3 histórias principais, concentrando os dois Homens-Aranhas ativos do Universo Marvel pós-GS: Peter Parker e Miles Morales. Na edição #1 temos a primeira aventura do jovem Morales do título Spider-Man por Brian Bendis e Sara Pichelli (de fevereiro/2016) e a primeira do título Amazing Spider-Man de Dan Slott e Giuseppe Camuncoli (outubro/2015), além de histórias curtas e capas alternativas. Acredito que não teremos surpresas com este mix pelos próximos anos, já que todas as revistas de personagens da “família do Aranha” – como Spider Woman e Carnage – continuarão saindo na Aranhaverso, ou em especiais.

6. Vingadores – seu mix será composto pelos 3 títulos principais de equipes, mas na edição #1 temos apenas a estréia de duas delas: a primeira história dos Novos Vingadores (New Avengers, de outubro de 2015), a equipe liderada pelo brasileiro e ex-Novo Mutante/X-Force Roberto da Costa. Escrita pelo competente Al Ewing e ilustrada pelo cartunesco Gerardo Sandoval; e a primeira dos Novíssimos e Diferentes Vingadores (All-New All-Different Avengers 1 de novembro de 2015), que é a equipe central, composta pelos veteranos Homem de Ferro, Thor, Visão e Capitão América, acrescida pelos jovens Nova, Ms. Marvel e Homem-Aranha (Morales). Este título é escrito por Mark Waid e tem arte de Adam Kubert. A Panini incluiu, para completar esta edição, histórias curtas dos one-shots Avengers Zero e Free Comic Book Day 2016. A terceira equipe, Fabulosos Vingadores (Uncanny Avengers) aparecerá na edição #2.

7. Guardiões da Galáxia – a edição #1 traz as estreias de três títulos: Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy lançada em outubro de 2015), escrita pelo Brian Bendis e desenhada por Valerio Schiti, com a equipe renovada, que inclui o Coisa; a primeira revista-solo do Drax (Drax de novembro/2015) de CM Punk e Cullen Bunn, desenhos de Scott Hepburne, que não durou muito tempo lá fora; e Rocky Racum e Groot (Rocket Raccoon and Groot, janeiro/2016), unindo as revistas-solo do Guaxinim Espacial e da Árvore Lutadora de antes das Guerras, é escrita por Skottie Young e desenhada pelo brasileiro Filipe Andrade. Completa a edição uma HQ curta de All New All Diffente Marvel Point One também focada nessa dupla de Guardiões. Em breve a Panini deve incluir o material do título mensal do Senhor das Estrelas.

Mensais com 5 ou 6 histórias principais – (variando entre 148 e 156 páginas, de R$ 18,20 a R$ 18,60).

8. Avante Vingadores – na edição #1 temos cinco estreias, sendo que nenhuma é formada exatamente por “Vingadores” – há vários ex, no entanto. A Panini já lançou revistas assim antes, então sem grandes novidades, só fica o aviso. O ótimo Esquadrão Supremo de James Robinson e Leonard Kirk (Squadron Supreme, de novembro/2015) ganhou o destaque na capa de Alex Ross e será uma equipe adversária dos Vingadores. Capitã Marvel (Captain Marvel de janeiro/2016) , em mais um reinício para Carol Danvers, agora comandando a Tropa Alfa em uma estação espacial (!?!), escrita por Michele Fazekas e Tara Butters e desenhada pelo elegante Kris Anka. O Incrivelmente Sensacional Hulk (Totally Awesome Hulk de dezembro de 2015), do veterano em heróis gama Greg Pak e ilustrado por Frank Cho, apresenta um novo alter ego para o Hulk. Apesar do nome, os Supremos (The Ultimates, novembro/2015) de Al Ewing e Kenneth Rocafort são uma equipe nova, à parte dos Vingadores, e que também não traz nenhuma ligação com o título famoso do Universo Ultimate. Finalmente, Força-V (A-Force, dezembro de 2015), outra equipe independente, formada somente por mulheres que apareceu no Mundo Bélico e agora continuará no novo Universo Marvel, produzida pela mesma dupla criativa, G. Willow Wilson nos roteiros e ilustrada por Jorge Molina. Já foi anunciado que em breve o Homem-Formiga entrará neste mix – outro herói que não é um Vingador ativo no momento.

9. Universo Marvel – esta revista conterá aventuras cósmicas, de realidades alternativas e outras do gênero. A edição #1 traz três histórias do Torneio dos Campeões (mas somente uma principal do título Contest of the Champions de outubro/2015), de Al Ewing e Paco Medina, retomando o conceito central da primeira minissérie da editora, de 1982. Guardiões do Infinito (Guardians of Infinity, de dezembro/2015), escrito por um dos renovadores do universo cósmico da Marvel, Dan Abnett e desenhada por Carlo Barberi tem as duas primeiras histórias publicadas aqui. Venon o Cavaleiro Espacial (Venon Space Knight novembro/2015) de Robbie Thompson e belissimamente ilustrada pelo argentino Ariel Olivetti, traz o Agente Venon em uma nova missão. Sam Alexander, agora com seu pai, volta como o Nova (Nova de novembro/2015), de Sean Ryan e Cory Smith. Finalmente, Fabulosos Inumanos (Uncanny Inhumans outubro/2015) o principal título desta grande família nesta fase, escrito novamente por Charles Soule e com arte do superstar Steve McNiven.

Outros títulos já anunciados, mas ainda não lançados:

Revistas Mensais:
10. Capitão América – no começo só com as histórias do Sam Wilson
11. X-Men – esta sim já confirmada com os títulos das 3 equipes pós-Guerras: Extraordinary, All-New e Uncanny
12. Thor – provavelmente com duas HQs da nova Thor
13. Deadpool Extra – provavelmente com duas ou três HQs por edição, com as várias minisséries e Gwenpool
14. Homem-Aranha e Deadpool – provavelmente com duas HQs por edição, uma de Spider-Man & Deadpool e outra de Mercs for Money
15. Aranhaverso – deve manter o formato de 5 a 6 HQs, com Mulher-Aranha, Spider Gwen, Teia de Seda, Guerreiros da Teia, Spidey, Carnificina, Homem Aranha 2099 e especiais

Encadernados Regulares:
Demolidor – continuará a numeração da fase anterior do Mark Waid, agora por Charles Soule e Ron Garney
Ms. Marvel –  provavelmente continuará a numeração anterior, ainda com G Willow Wilson no texto
Viúva Negra – com a nova e excelente fase de Mark Waid e Chris Samnee
Justiceiro – de Becky Cloonan e Steve Dillon
Cavaleiro da Lua – de Jeff Lemire e Greg Smallwood
Pantera Negra – do premiadíssimo escritor Ta-Nehisi Coates e desenhada por Brian Stelfreeze
Visão – elogiadíssima por 10 em 10 resenhistas, de Tom King e Gerardo Walta
Gavião Arqueiro (a confirmar) – de Jeff Lemire e Ramon Perez

Títulos americanos ainda sem uma “casa” no Brasil: 

Os seguintes títulos ainda não foram anunciados pela Panini, e há poucos rumores se – e como – sairão no Brasil. A maioria já foi cancelada nos EUA então a chance de publicação é baixa, com exceção, claro, dos mais conhecidos ou produzidos por autores renomados. Nesse primeiro grupo podemos incluir:

Capitão América Steve Rogers (na fase “Hidra”). Karnak . Vote Loki . Totalmente Novos Inumanos . Luke Cage e Punho de Ferro . X-Men ’92 . Feiticeira Escarlate . Thunderbolts

Este outro grupo de títulos americanos tem personagens com baixa popularidade e vários já foram cancelados e, portanto, a maioria não deve ser publicado pela Panini:

Garota-Esquilo . Patsy Walker (Felina) . Angela . Cavaleiro Negro . Weirdworld . Comando Selvagem da SHIELD . Illuminati . Lobo Vermelho . Howard o Pato . Estigma e Máscara Noturna . Harpia . Hércules . Agentes da SHIELD . Hyperion . Falcão Noturno . Garota da Lua e Dinossauro Demônio

Nota: todas essas revistas citadas compreendem à Fase All-New All-Different, que começou no final de Guerras Secretas e terminou no mini-evento dos Vingadores Standoff; ou seja, antes do megaevento Guerra Civil II.

Resenha de O Velho Logan #2 – Panini Comics

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Nesta segunda edição de O Velho Logan das Guerras Secretas, a Panini inseriu os capítulos #2 e #3 da minissérie americana original, e agora fica claro qual a proposta do roteirista Brian Bendis: levar o mutante a uma jornada por vários Domínios do Mundo Bélico, reencontrando amigos e inimigos mas, logicamente, de realidades diferentes.

. Volume de Spoilers: Poucos.

Achei a primeira parte desta edição mais interessante, porque nosso protagonista entra no Domínio dos X-Men da Era de Apocalipse. É a mesma equipe que também aparece em Guerras Secretas X-Men #1, e o encontro entre um grupo liderado pela Tempestade e o Velho Logan é exatamente como se esperaria, um misto de incredulidade e deslumbramento. Wolverine também tem um primeiro contato com uma Thor que, acho, é uma nova personagem. Pelo menos não fica muito claro para mim se é uma transformação a partir de uma heroína conhecida. Em todo o caso, ela lembra a espécie do Bill Raio Beta.

Na segunda parte ainda há uma boa sequência dentro da realidade do Barão Apocalipse, inclusive contando com o próprio, mas o velho e sofrido canadense adentra outro Domínio, o de Tecnópolis. Talvez muita gente que está comprando esta revista não tenha lido Guerras Secretas Vingadores #1, mas trata-se da realidade do Barão Tony Stark, retratada nessa revista. Curiosamente, Logan enfrenta outro Thor aqui (este bem conhecido), com resultados parecidos com o do confronto anterior.

A arte de Andrea Sorrentino e Marcelo Maiolo continua de alto nível, dando profundidade dramática a todos os participantes. As batalhas são criativamente distribuídas em quadros inusitados que, no geral, funcionam bem, apropriados conforme os poderes envolvidos. As cores deixam os ambientes luxuriantes, e um efeito em especial se sobressai: o das luzes, tanto em fundos como nos relâmpagos, raios etc.

O Velho Logan continua como uma das mais interessantes séries interligadas à mega saga Guerras Secretas, com um roteiro repleto de momentos impactantes, bons diálogos, muitos adversários mas sem necessariamente serem surpreendentes. O efeito negativo da ideia de “jornada pelas realidades” é que, agora que temos consciência disso, perde-se um pouco do mistério e, obviamente,  já esperamos também que nosso protagonista ainda vá passar por outros Domínios e sair de lá inteiro. Porém, ainda assim gostei muito do cliffhanger e, como a leitura e a arte são prazerosas, aguardo com ansiedade a continuação.

Nota: 8,0.