Rápida Resenha de X-Men #7 – Panini Comics

Na capa, chamada para o início da saga Guerras Apocalípticas

Uma saga que interligará os 3 títulos dos X-Men começa nesta edição, que novamente conta com uma história de cada equipe, mais uma extra curta. Resenha livre de spoilers, confira e comente! As “Guerras Apocalípticas” devem durar vários meses.

Novíssimos X-Men 7: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Continuação da aventura dos jovens X-Men em Paris, este título ainda não está interligado com a saga “As Guerras Apocalípticas”. Após o embate com Blob vamos acompanhar, com uma boa dose de desespero, o cativeiro de Ciclope contra outro dos primeiros inimigos da equipe, Groxo. Para os que estão começando a desvendar o enorme contingente de personagens que frequentam as páginas dos mutantes da Marvel, Groxo é, tradicionalmente, um dos vilões menos perigosos de todos os tempos, tendo sido lacaio de Magneto ou faxineiro na Mansão-X. Por isso mesmo, não é corriqueiro que ele se torne uma ameaça, mas a situação criada por Hopeless é interessante, porque possível. Enquanto sofre nas mãos de Groxo – com direito a uma das cenas mais brutais que já vi com um X-Men -, Ciclope usa sua mente estratégica para tentar escapar, mesmo imaginando que o resto da equipe deve estar à sua procura. Bagley continua se destacando, criando sequências tensas, intercaladas com cenas de convivência também muito bem delineadas. Grande parte da qualidade da arte é, sem dúvida, efeito de Nolan Woodard nas cores. Nota 7,5.

Extraordinários X-Men 8.1: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

A primeira parte das “Guerras Apocalípticas” é conduzida com categoria por Lemire e Ramos, que trazem de volta um grotesco vilão, eternamente associado à saga da realidade alternativa da Era do Apocalipse, de 1994. Mas, se você desconhece essa história e esse tal vilão, não se preocupe, dá para começar a ler esta revista sem esse backgroundTempestade está planejando os próximos passos de sua poderosa e vasta equipe, em um diálogo bem costurado com o Velho Logan, quando são interrompidos com uma notícia perturbadora: de repente, surgiram 600 novas assinaturas de mutantes em Tóquio. É algo completamente inesperado porque a Névoa Terrígena dos Inumanos tem impedido o surgimento de mutantes no mundo Marvel. Colossus, Cérebra e alguns dos estudantes do Abrigo-X resolvem investigar. A premissa estava interessante, até o epílogo. Na verdade, algo que me preocupa é que esta saga envolverá, pelo jeito, viagens no tempo e versões alternativas de nossos queridos X-Men – o que pode ser muito bom, dependendo da história, mas também pode ser enfadonho, porque é um recurso utilizado inúmeras vezes, inclusive recentemente. Victor Olazaba é um colorista talentoso e ajuda a deixar este título moderno. Vamos aguardar os desdobramentos. Nota 8,0.

Extraordinários X-Men 8.2: de Jeff Lemire e Victor Ibañes

Curta, porém bem desenvolvida história de Magia e Sapina – uma nova personagem que apareceu pela primeira vez na edição #1 – em visita ao Doutor Estranho. É sempre válido quando a editora promove histórias que conectam os X-Men ao resto do Universo Marvel. E nada mais natural do que o Mago Supremo para investigar os dons de Sapina. Este é outro exemplo da competência de Lemire. Em poucas páginas, há ação, grandes revelações, ótimas caracterizações dos personagens e tudo com diálogos bem construídos. Ibañes entrega outro bom trabalho e parece se consolidar como o desenhista escalado para intercalar as HQs dos Extraordinários com Humberto Ramos. Nota 8,0.

O bom Doutor em uma rara aparição no título dos X-Men

Fabulosos X-Men 6: de Cullen Bunn e Ken Lashley

Novo desenhista no título, Lashley é veterano na Marvel e já trabalhou com os mutantes. Não sabemos se ele continuará nos Fabulosos de vez, mas como este é também um capítulo das Guerras Apocalípticas fica a expectativa de que pelo menos cuidará de todo este arco. O foco, como não poderia deixar de ser, já que estamos tratando de uma saga que envolve Apocalipse, é o Anjo, que já foi um de seus Cavaleiros e teve diversas transformações físicas e espirituais desde então. O Anjo atual, é preciso lembrar, é um enigma e Psylocke parece finalmente disposta a desvendá-lo. Há recapitulações da confusa trajetória do herói alado em uma história lenta, que ganha alguma movimentação quando o foco muda para a missão de Monet e Dentes de Sabre, mas nada muito interessante. O clifhanger, contudo, é bem curioso – ponto para Bunn, que parece capaz de reciclar temas tradicionais da mitologia mutante com uma certa criatividade. Nota 6,0.

Nota Final desta Revista: 7,3.

Rápida Resenha de X-Men #6 – Panini Comics

Arte de Humberto Ramos só na capa de X-Men #6

Pela primeira vez nesta série, temos duas aventuras da equipe da Tempestade. Quem ficou de fora foram os Fabulosos de Magneto. Além disso, Humberto Ramos só está na capa, tendo sido momentaneamente substituído em Extraordinários pelo espanhol Victor Ibanez. Confira a resenha da edição de junho de 2017 dos X-Men.

Extraordinários X-Men 6: de Jeff Lemire e Victor Ibanez

Dando sequência ao gancho da edição anterior, acompanhamos a equipe conhecendo o Mundo Bizarro, uma nova região presente na Terra Marvel desde Guerras Secretas (o tie-in que a abordou não foi publicado no Brasil), que é uma conjunção de vários mundos malucos, repletos de magia, populações e criaturas fantásticas. Quem leu Esquadrão Supremo na revista mensal Avante, Vingadores! já sabe do que se trata. E, por falar em Magia, Illyana tem uma participação importante, inclusive desenvolvendo uma aproximação com Sapina, a jovem mutante indiana salva na primeira edição desta revista e que, aparentemente, tem também poderes místicos. Como de praxe, Lemire insere bons momentos de desenvolvimento de todos os personagens – entre grandes amigos, como de Colossus com Logan, ou longe disso, como entre o professor Homem de Gelo e o aluno Anole – ou seria o contrário neste caso? Há também ação, mas não é o mais marcante. É estranho ver esta equipe pela primeira vez com outro traço que não seja o ultra cartunesco de Humberto Ramos, mas Ibanez não é principiante e dá conta de entregar um bom trabalho, embora sem novidades. As criaturas do Mundo Bizarro são interessantes e as cores de Jay David Ramos compõem uma arte de qualidade. Tempestade ganha ótimos momentos e é, definitivamente, a estrela desta série. Nota 7,5.

Extraordinários X-Men 7: de Jeff Lemire e Victor Ibanez

A aventura no Mundo Bizarro continua, agora com outro mutante relativamente famoso  e até então desaparecido desde o “evento do passado que ainda não foi publicado” (que seria Inumanos Versus X-Men), mas desta vez o foco está na tentativa de Tempestade e de Jean Grey em tentar compreender o que deixou Noturno tão assustado e confuso. A estratégia é uma viagem telepática que, embora longe de ser inovadora, aqui rende momentos poderosos de narrativa gráfica, com um final perturbador muito bem conduzido pelo roteirista. Ibanez arrisca mais e a história ganha momentos realmente interessantes. Não sei se termina aqui o segundo arco, mas ficamos com aquela incrível vontade de ler mais – e rapidamente – histórias destes grandes personagens. Nota 8,0.

Novíssimos X-Men 6: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Este capítulo mantém o ritmo intenso da edição anterior, com Blob ainda dando muito trabalho para os jovens X-Men. A batalha gera momentos de tensão, Fera tem um momento de desilusão intelectual muito apropriada e um de seus colegas finalmente mostra que já não é mais o mesmo em uma sequência inesquecível de coragem e poder! Hopeless parece cada vez mais à vontade com os personagens, e resgata um plot que lançou algumas edições atrás para introduzir uma nova ameaça. Esse é um vilão menor e sua presença em Paris está sem explicação, parecendo a princípio extremamente conveniente, ainda mais com Blob no mesmo dia, mas vamos ver como isso será resolvido na próxima edição. Um dos aspectos mais interessantes de Novíssimos X-Men é que o autor está conseguindo trocar o foco entre o vasto elenco a praticamente cada edição. Em um primeiro momento parecia que a estrela seria o jovem Ciclope, mas todos estão ganhando espaço para desenvolvimento, como Idie. Sem dúvida, ter Mark Bagley em ótima fase ajuda também. Nota 8,0.

Nota Final desta Revista: 8,0

Rápida Resenha de X-Men #5 – Panini Comics

Blob Ataca!

Na edição de maio de 2017 da nova revista dos X-Men, o destaque é o confronto entre os Novíssimos e Blob, e o final dos primeiro arcos dos Fabulosos e dos Extraordniários. Resenha com spoilers mínimos – só uma ou outra pequena informação para situar o leitor.

Extraordinários X-Men 5: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

O primeiro arco de histórias da equipe da Tempestade conclui com uma grande, longa, convoluta e, às vezes, sem graça batalha contra o Senhor Sinistro e sua última criação: um híbrido disforme e instável de DNA inumano com mutante. Há alguns diálogos bacanas, mas este capítulo serve, sobretudo, para (finalmente) reunir a equipe completa. É interessante destacar que, embora o Velho Logan seja de fato uma atração à parte, sobretudo pelo seu deslocamento temporal em uma época em que o Wolverine original está morto, todos os personagens principais estão passando por transformações significativas. O apelo deste título segue, portanto, na interação entre heróis conhecidíssimos que, por estarem neste momento de transição, os tornam quase completamente estranhos, mesmo para leitores veteranos. É material poderoso para um bom escritor explorar, por isso sigo com grandes expectativas para as próximas histórias. Sobre a arte, fica evidente que as batalhas perdem impacto com Humberto Ramos. Ele tem uma boa narrativa mas o estilo ultra cartunesco não combina com os poderes variados dos X-Men. Nota 7,0.

Fabulosos X-Men 5: de Cullen Bunn e Greg Land

Magneto encara, sozinho e com um protegido à tiracolo, os perigosos Cavaleiros da Tempestade. Vale lembrar que o atual ex-vilão continua com poderes bastante diminuídos, mas mostra efetividade e inteligência, tanto no combate físico quanto no estratégico. Bunn encerra o embate entre as duas equipes de forma brutal e eficiente. O roteirista promove, ainda, um encontro com o grupo da Tempestade. Magneto é o líder deste time e também quem move a história adiante, como prova seu envolvimento com os dois mutantes que até então andavam nas margens deste título e que certamente serão o foco do próximo arco – Mística e Fantomex. Greg Land continua competente e o balanço desta primeira história dos Fabulosos é bastante positivo e, de certa forma, surpreendente. Nota 7,5.

Novíssimos X-Men 5: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Capítulo repleto de ação, bom desenvolvimento de personagens e arte excelente. Mesmo sendo uma parte intermediária de um arco, esta é talvez a melhor história até o momento da equipe com os mais jovens X-Men. Hopeless surpreende com uma caracterização ameaçadora e violenta de Blob, remetendo aos velhos tempos em que ele era perigoso o suficiente para enfrentar um time inteiro de heróis. Mas o melhor é que todos os personagens ganham bons momentos, como a visita de Idie à Notre Dame, os diálogos entre Homem de Gelo e o jovem Apocalipse, a reação do Fera com a praticidade dos apps, a entrega total do Ciclope à ação, com a decisão do Anjo sobre a Wolverine e, sobretudo, à arte caprichada de Mark Bagley, lembrando seus melhores momentos quando cuidava de outras equipes, como os Thunderbolts e os Novos Guerreiros nos anos 90. Mais uma vez ele cria uma splash page dupla poderosa, com os mutantes se digladiando em uma Paris cheia de vida. A equipe criativa Hopeless/Bagley mostra-se afinada. Nota 8,0.

Nota Final desta Revista: 7,5

Resenha de Guerras Secretas X-Men #4 – Panini Comics

A quarta edição especial da Panini estrelando histórias dos X-Men no Mundo Bélico das Guerras Secretas traz uma espécie de continuação da saga Programa de Extermínio, originalmente publicada em 1990 nos EUA e aqui alguns anos depois.

. Volume de Spoilers: Poucos.

X-Tinction Agenda foi o primeiro crossover envolvendo os três títulos mensais de equipes mutantes da época – X-Men, X-Factor e Novos  Mutantes – desenhados em sua maior parte por Jim Lee e Rob Liefeld e que, obviamente, estimulou a Marvel a criar outros eventos similares nos anos seguintes, como A Era de Apocalipse.

Na ocasião, os heróis enfrentam Cameron Hodge, um ciborgue que odeia mutantes e que promove uma chacina na ilha de Genosha, então um país soberano repleto de mutantes. Entre as consequências da X-Tinction Agenda original, Warlock – um alienígena tecnorgânico membro dos Novos Mutantes – foi destruído; Lupina (Rahne Sinclair) tinha ficado presa na forma intermediária de Lobisomen e tanto ela quanto Destrutor (Alex Summers) decidiram permanecer em Genosha para reorganizar e pacificar o país.

Indiretamente, uma consequência desse evento de 1990 é que ele pavimentou a transformação do título dos Novos Mutantes para a X-Force, capitaneado por Rob Liefeld. Por sua vez, essa revista vendeu tanto que estimulou o artista a criar a Image Comics com seus colegas da Marvel, incluindo Jim Lee. Enfim…

Voltando à nossa aventura mais recente, aqui a Panini inseriu a minissérie completa em 4 partes escrita por Marc Guggenheim e desenhada por Carmine Di Giandomenico. O resultado, assim com em outras releituras de sagas mutantes das Guerras Secretas é… uma bagunça!

A história começa retratando uma revolta da população mutante em uma Genosha 10 anos depois do final da saga original. Tanto Destrutor quanto Lupina continuaram na ilha, com auxílio de alguns outros X-Men, como Rictor, Karma e Blindado, este último criado especialmente para esta minissérie.

A revolta é causada por uma praga que está matando a população e deixando as economias de Genosha em um estado de Guerra Civil. Um ponto interessante é que a ilha pertence a um Domínio maior, X-Topia, que engloba outras cidades, todas de mutantes. A capital, Cidade-X, é governada pela Baronesa Fênix (Rachel Grey) e, como é de se esperar, tem seu próprio – e vasto – contingente de X-Men.

A primeira parte da história entrega até uma leitura agradável, levemente promissora, embora com aquele ar repleto de clichês típicos dos anos 90. Porém, conforme revelações vão acontecendo, e os planos para resolver os problemas, se avolumando, em situações tão esdrúxulas quanto tolas, percebe-se que o roteirista se enrolou ao cair na tentação de misturar muitas ideias e personagens em um espaço reduzido.

Em um determinado momento, por exemplo, descobrimos que o Fera desta realidade também fez experimentos com o Fluxo do Tempo e trouxe do passado X-Men mortos – apenas para “provar um ponto” de que isso era possível.

Também soa inverossímil a revelação de um traidor em Genosha, visto que ele tinha uma posição de poder elevada por anos e que ninguém, claro, percebeu. É desse vilão a concepção de dois planos malignos, ambos realmente bizarros pela complexidade e baixa chance de sucesso. Mas ele consegue o duplo feito, claro.

Mas, o pior, realmente, é o final. Sem estragar, basta dizer que o plano que os heróis elaboram para deter um poderoso inimigo é totalmente tolo. Com tanta gente poderosa, a ideia de um “sacrifício” parece gratuita, desnecessária. Se bem que, com a máquina do tempo do Fera, é só voltar uns dias e resgatar os mortos certo?

Quanto à arte, gosto bastante do estilo clean, de corpos longilíneos, de Di Giandomenico. Nas primeiras edições ele até consegue fazer um bom trabalho, mas conforme o roteiro cria novas situações rocambolescas e, principalmente, batalhas incessantes, o desenhista enfrenta dificuldades para dar coerência à narrativa.

As cores de Nolan Woodard também pecam, às vezes, no excesso de brilho. Apesar de tudo, a arte é um ponto positivo na revista. Outro é poder matar saudade, para os mais nostálgicos, de alguns personagens do jeito que eram naquele comecinho da década de 90, em especial, Destrutor, Lupina, Rictor e Vampira. O tal Blindado ganha bastante destaque no final. Há, ainda, uma pequena surpresa na última página, mas por ser uma realidade alternativa, a sensação é inócua.

Completa a edição uma historieta chamada A Última Cartada, de Sina Grace e Ken Lashley, que usa o cenário de Dias de Um Futuro Esquecido para contar um ato heroico – por amor – que envolve Psylocke e um coadjuvante. A trama é simplesmente absurda e um desserviço ao clássico revisitado.

Nota: 4,5.

Rápida Resenha de X-Men #4 – Panini Comics

Um velho vilão dá as caras na capa de X-Men 4

Na edição de abril de 2017, um dos grandes vilões dos mutantes se envolve com a poderosa equipe de Tempestade. Acompanhe nossa resenha livre de spoilers.

Fabulosos X-Men 4: de Cullen Bunn e Greg Land

Bunn prossegue no desenvolvimento de seu plot, narrando situações em 4 localidades diferentes. Em Nova York, temos um prelúdio no Clube do Inferno reunindo dois mutantes que não estão nesta equipe – pelo menos até aqui, mas que haviam aparecido nas edições anteriores e que, aparentemente, estão envolvidos com a tal Corporação Futuro, a organização maligna introduzida no primeiro capítulo desta nova fase e que ainda está envolta em mistérios. No Tibete, Xorn recebe visitantes nada amigáveis, e demonstra ser uma poderosa força à deriva no Universo Marvel. Magneto leva um dos mutantes curandeiros que está protegendo para Genosha, enquanto os vilões que estão caçando esses curandeiros tem um confronto violento com os Fabulosos no Egito. Novamente, Bunn consegue produzir uma história ágil, com interessantes relações entre os personagens, com destaque para Psylocke e Magneto. O gancho final é muito bom, e preciso dizer que estou gostando bastante da arte do Greg Land.  Seu traço está mais elegante, com menos exageros, e sua narrativa, muito boa. Claro que ele se sobressai em uma festa no Clube de Inferno, e tem menos muito menos recursos ao retratar catacumbas no Egito, mas no geral está bem. Acredito que tanto a arte-final de Jay Leisten quanto, sobretudo, as cores de Nolan Woodard contribuem bastante para a qualidade visual desta série. Nota 6,5.

Novíssimos X-Men 4: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Começa um novo arco e desta vez o foco será no casal Laura e Warren, ou seja, na nova Wolverine, e no primeiro Anjo, aquele que veio do passado. É uma escolha adequada, tanto pelo que o autor já havia plantado anteriormente, como pela própria relevância que a ex-X-23 ganhou ao assumir o manto do Wolverine. Laura Kinney está cada vez mais audaciosa e encara desafios e ameaças impetuosamente, se machucando muito no processo e, com isso, incomodando – com razão -, seu jovem namorado. Há ação no Japão, na Califórnia, na Tailândia e, por fim, em Paris, onde a dupla encontra um vilão clássico dos X-Men. Uma grande novidade que este título traz e que condiz com a Fase “Totalmente Diferente”, é que Ciclope, Fera, Homem de Gelo e companhia são frequentemente recebidos como verdadeiros heróis ao redor do mundo. Em termos de arte, Bagley tem bastante espaço para produzir belas cenas de ação, e as cores de Andrew Henessy estão ótimas, acrescentando a necessária vitalidade que esta história pede. O final, ao contrário da edição anterior, é um inesperado cliffhanger. Nota 7,5.

Extraordinários X-Men 4: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

Capítulo cheio de ação para a equipe da Tempestade. Após resolverem a ameaça que começou na revista anterior, os X-Men partem para o resgate de alguns colegas, que estão com o vilão destacado na capa, ou seja, o Sr. Sinistro, atualmente emprenhado em realizar experimentos com o DNA de Inumanos e Mutantes. Alguns Carrascos estão ao seu lado, e o inevitável duelo entre os dois grupos traz alguns momentos bacanas, especialmente entre o Velho Logan e seus jovens colegas, além de permitir observar, novamente, como esta Jean Grey é poderosa. Lemire entrega mais um capítulo bem construído, com outro bom cliffhanger. Embora não seja “extraordinário”, há consistência nas histórias e a equipe funciona bem, com todos os personagens com alguma relevância. Ramos tem alguns bons momentos, mas sua arte realmente está (é?) inconsistente. As cores, por outro lado, são um ponto forte. É impressionante a qualidade média elevada que a Marvel têm mantido neste aspecto. O colorista Edgar Delgado acrescenta muita energia e, como agora todas as revistas da Panini tem um papel melhor, com brilho, a revista ganha muito no quesito beleza. Nota 7,0.

Nota Final desta Revista: 7,0

Rápida Resenha de X-Men #3 – Panini Comics

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Bela capa de Clayton Mann para os Extraordinários X-Men

A Panini mantém o mesmo padrão desta revista mix de março/2017: uma história de cada Equipe-X, mas e quanto a qualidade? Comentários livres de spoilers.

Fabulosos X-Men 3: de Cullen Bunn e Greg Land

A equipe de Magneto continua com sua missão: proteger e, se possível, recrutar mutantes curandeiros antes que sejam atacados por uma superequipe adversária que estava há muito tempo sumida, mas aqui estão mais letais do que nunca. Desta vez, os Fabulosos reencontram dois curandeiros, um bem novo, criado por Brian Bendis na fase Marvel Now! (Nova Marvel, no Brasil) e um da década passada, da fase do Grant Morrison. Além deles, um intrigante anti-herói, que conhece bem alguns dos membros desta equipe – em especial a Psylocke -, também entra na engrenagem da história. Assim, adicionando constantemente mutantes de outros tempos, o autor consegue criar situações inesperadas que não permitem prever o desfecho da história. No geral, a leitura continua tensa, embora rápida. Os personagens centrais não tem desenvolvimentos profundos, porque a trama privilegia a ação e o suspense. A arte de Land continua com aquele estilo polêmico dos rostos e poses mas, como já dissemos antes, a distribuição dos quadros e o posicionamento dos personagens estão muito adequados e fluidos. Nota 6,5.

Novíssimos X-Men 3: de Dennis Hopeless e Mark Bagley

Com esta terceira parte, o primeiro arco de histórias deste título é encerrado. A nova equipe de mutantes “pseudo-malignos”, os Fantasmas de Ciclope, mais uma vez entram em confronto com os X-Men. Felizmente, algumas pontas soltas que incomodaram na edição anterior foram – se não totalmente resolvidas, ao menos abordadas. O jovem Ciclope toma uma importante decisão, enquanto os demais agem de forma bem mais coesa. Bagley faz seu competente trabalho de sempre, e adorei uma página dupla com um cerco policial. Só achei ruim, mesmo, o cliffhanger, com uma suposta ameaça que, francamente, não impressiona ninguém. Tirando isso de lado, presume-se que daqui pra frente esta equipe vai deslanchar. Nota 7,0.

Extraordinários X-Men 3: de Jeff Lemire e Humberto Ramos

A jovem Jean Grey é uma das estrelas desta edição, e seu encontro com um velho conhecido é muito bem conduzido. Curioso como uma mutante do passado estabelece uma conexão com um mutante do futuro a partir da história que nenhum dos dois compartilhou. Repito: isso só funciona nas mãos de um escritor talentoso, como é o caso de Lemire. Tempestade é o outro destaque, na liderança desesperada frente a um ataque maciço de demônios à Mansão. Há uma aparição surpresa para a Ororo que cria um novo mistério. Os desenhos de Ramos estão melhores nos momentos quietos, porque a batalha honestamente é bastante confusa visualmente, e não dá para dizer que seus demônios são bem construídos. A impressão é que o artista não se sente à vontade com esse tipo de monstro. Enfim, compromete um pouco a qualidade deste título mas, ao menos, a história avança e ficamos ansiosos para a continuação. Nota 7,5.

Em suma: o padrão se mantém nesta revista-mix em que dezenas de personagens aparecem, facilitando o apelo para uma grande parcela dos fãs.

Nota Final desta Revista: 7,0

Rápida Resenha de X-Men #2 – Panini Comics

A segunda edição da nova revista mensal com as equipes-X traz os Ciclopes na capa de Mark Bagley e tem data de fevereiro de 2017.

Capa da edição americana, que traz um logo bem diferente do da Panini

Capa da edição americana, que traz um logo bem diferente do da Panini

De fato, parece que a Panini está conseguindo agilizar os lançamentos, pelo menos aqui em São Paulo. Mas vamos aos comentários livres de spoilers.

Fabulosos X-Men 2: de Cullen Bunn e Greg Land
Bunn reintroduz uma famosa personagem no prólogo, que certamente trará desdobramentos importantes. Inesperado e bacana. Magneto e Psylocke investigam a morte de um mutante que cruzou o caminho da equipe na edição anterior, enquanto a dupla Dentes de Sabre e M partem para a ação, na tentativa de proteger uma das próximas vítimas dos assassinos – que, diga-se, é outro conhecido dos leitores. A trama está bem amarrada com a história prévia, e o ritmo é rápido e eficiente. Novamente, a arte de Land não incomoda, pelo contrário. Esta equipe pode surpreender nos próximos números, vamos acompanhar. Nota 6,5.

Novíssimos X-Men 2: de Dennis Hopeless e Mark Bagley
Os jovens X-Men originais entram em confronto com os Fantasmas de Ciclope, mas a batalha deixa a desejar. Gostei do novo visual do Anjo, mas sua interação com a X-23 – ou melhor, a nova Wolverine – está esquisita, pelo menos na hora da ação. Scott Summers ainda é o centro de gravidade da história, mas os demais ganham um bom espaço. O tom continua mais leve que as outras séries desta revista, mas esta segunda parte está menos coesa, com “quebras” e reviravoltas estranhas. Não está ruim, mas espero que melhore, porque a premissa é boa, com muito potencial. Nota 6,0.

Extraordinários X-Men 2: de Jeff Lemire e Humberto Ramos
Esta sim conseguiu manter o mesmo nível, repleta de surpresas e bons momentos. Colossus e Magik, que estão à procura do Noturno, provam mais uma vez que são uma dupla peso-pesado. Tempestade não tem sucesso no recrutamento de um “velho” aliado, mas os diálogos são críveis e contundentes. Lemire realmente é talentoso. A jovem Jean Grey é retratada com carinho e demonstra mais uma vez porque é uma excelente (re)adição ao Universo Marvel. Sobre a arte de Ramos, novamente achei bastante adequada, com uma ótima narrativa e as cores de Edgar Delgado colaboram em todos os cenários. Uma HQ de qualidade, sem dúvida. Nota 7,5.

Em suma: estou começando a gostar de Fabulosos; os Novíssimos são muito simpáticos; os Extraordinários tem um equipe segura e pode ser o carro-chefe da edição brasileira.

Nota Final desta Revista: 6,5