Resenha de Avante Vingadores #4 – Panini Comics

Muito legal a postura dos heróis do Esquadrão Supremo na composição de Alex Ross

Continuamos nossa saga para rever toda a série mensal Avante Vingadores!, que prossegue com arcos que se concluem e outros que começam.

. Nível de spoilers: praticamente zero, vocês conhecem o esquema.

Esquadrão Supremo #4 e #5
Muita coisa, mas muita coisa mesmo acontece nestas duas edições da série do Esquadrão. No geral, é uma emocionante conclusão para o primeiro arco, com vários fechamentos satisfatórios de pontos apresentados anteriormente. James Robinson engata novamente a 5a marcha, vista com eficiência nas primeiras duas edições e, tão logo o Esquadrão chega ao bizarro Mundo Estranho, uma sequência de eventos deixa a equipe em sérios apuros. Falcão Noturno e Vulto explicam porque são uma boa dupla de combate, e finalmente Tundra assume seu aguardado protagonismo. Traições e surpresas, do vilão principal ao resgate de um herói bem obscuro no Brasil, passando por uma espécie de guerreiros de Cristal que tiveram seus 15 minutos de fama em algum momento dos anos 1980 e muitos outros interessantes habitantes do Mundo Estranho compõem harmoniosamente a trama desta bem realizada saga, cujo autor claramente está curtindo muita liberdade criativa com todo o vasto elenco. Ele ainda faz uma graça com o “herói inspiração” de Hypérion (Superman, claro) e o Esquadrão ganha um novo membro. Leonard Kirk, com a ajuda dos arte-finalistas Paul Neary e Marc Deering, e do colorista Frank Martin, entregam uma HQ dinâmica, repleta de bons momentos, com ótimos enquadramentos, personagens lindamente retratados e o agradável gosto de um bom quadrinho Marvel das antigas.

A arte de Kirk, Neary e Oback resgata o estilo de uma HQ clássica da Marvel

Uma observação: há tantas referências a histórias passadas da editora quanto um leitor mais atento “sente”, mas desconhecê-las não limita a compreensão desta história. Por outro lado, é instigante, dá sim vontade de investigar o passado de muitos dos personagens que (re)surgem. Quem leu tudo deve ter tido uma experiência ainda melhor!
Nota: 8,5.

Incrivelmente Sensacional Hulk #4
Este é o final do primeiro arco deste novo e Incrivelmente Sensacional Hulk, chamado “A Hora do Cho”, com mais detalhes dos acontecimentos que deram origem a este jovem Hulk e, claro, como Bruce Banner deixou de ser o monstro que todos aprendemos a gostar. Contudo, o autor, Greg Pak, criador de Amadeus Cho e de ao menos duas sagas memoráveis com personagem clássico (Planeta Hulk e Guerra Mundial Hulk), não se restringe ao passado, claro, e conduz com vigor também os eventos da atualidade, basicamente a pancadaria com o exército de monstros que Madame Devassa, a Rainha Monstro do planeta de Seknarf Nove (não me canso de escrever isso!) lança como desafio ao herói. Jennifer Walters tem uma bela participação, a ponto de imaginarmos se, de alguma forma, ela servirá como mentora de Amadeus no futuro? Frank Cho e Sonia Oback concluem seus trabalhos artísticos com o mesmo alto nível dos capítulos anteriores. Aparentemente, o título vai caminhar com o mesmo tom leve e bem-humorado com outros artistas, e Pak vai focar em encontros do novo Hulk com outros ícones da Casa das Ideias – heróis e vilões. É um bom começo.
Nota: 7,0.

Os Supremos #4
Parece que Al Ewing & Cia não reduzirão o nível de ambição criativa tão cedo. Após os espetaculares acontecimentos relacionados a Galactus nas duas edições anteriores, os Supremos dirigem seu olhar para o problema do “Tempo Fraturado” – uma questão já tratada em outras histórias e eventos dos últimos anos, como A Era de Ultron, Hulk Agente do Tempo, os jovens X-Men originais vivendo no presente, A Batalha do Átomo, entre outros. Sem dúvida, é algo importante e novamente um problema em escala universal que esta equipe decide resolver. Carol Danvers e Marvel Azul são os motores desta nova aventura. Vale acrescentar que a Capitã Marvel aqui é muito mais interessante do que na sua série solo. Outro aspecto digno de nota é que Adam Brashear de certa forma assume o vácuo deixado pelo sumiço de Reed Richards. Apesar de imensamente poderoso, é o intelecto de Brashear que conduz os Supremos para jornadas impossíveis. Kenneth Rocafort e Dan Brown novamente abusam dos painéis e cores vibrantes e inesperados. Um problema para os leitores brasileiros é, sem dúvida, o cliffhanger. Que eu saiba a minissérie solo com a origem do Marvel Azul não foi publicada pela Panini e, portanto, muita gente não vai entender a importância desta última página.

A origem do Marvel Azul – e de seu nêmesis – é revisitada nesta edição

No mais, outra ótima edição dos Supremos.
Ah, quem tiver interesse pelas origens do Marvel Azul clique aqui.
Nota: 8,5.

Força-V #5
Começo de novo arco e o tom desta série muda ligeiramente. Na verdade, sinto que com Kelly Thompson agora sozinha nos roteiros, ela decidiu escancarar de vez o que antes parecia algo meio incerto: esta é uma revista juvenil, que mira claramente em garotas teens. Sim, dos diálogos entre as colegas, às situações criadas, ao conceito das aliadas e das adversárias… tudo gira em torno do universo feminino (sim, isso existe ainda, não?), as personagens são todas mulheres, jovens e adultas. Embora Medusa deixe de ser tããão petulante como antes, ainda há muita “atitude” em quase todas as oportunidades, entrecortada por gracinhas que, penso, não tem muita ressonância com jovens leitoras brasileiras. Ou melhor, talvez elas não estejam comprando esta revista… Enfim, na história, agora que se livraram do vilão genérico Antimatéria, a equipe encontra um dragão (?) gigantesco enfrentando uma… Thor? Sim, é outra Thor, não a Jane Foster. Achei muito interessante que a roteirista tenha se inspirado diretamente no Mundo Bélico das Guerras Secretas para trazer uma nova aliada. Além disso, é boa a ideia de quem essa Thor é, porque está relacionada à uma das nossas heroínas. O visual muda sensivelmente com a entrada do desenhista Ben Caldwell, que tem uma arte em estilo fantasia, mas não realista, meio suja e cartunesca. É um traço bem próprio, mas não é para qualquer apreciador. As cores ficaram com Ian Herring, que carrega em tons azulados mas traz um bom resultado. Há uma certa harmonia no time artístico. Agora que assumiu sua característica feminina, Força-V ganha identidade, mas não necessariamente uma história de alto nível. Também fica muito diferente do resto do mix, ou seja, dificilmente vai agradar os leitores típicos de Avante,Vingadores, que a procuram por conta das histórias bem mais violentas e old school do Esquadrão (que, não custa lembrar, tem estrelado as capas até então), ou pela temática sci-fi ousada dos Supremos, ou pelo humor adulto e irônico do Homem-Formiga ou, claro, pela futura estrela do cinema Capitã Marvel. Mesmo comparada ao Hulk Amadeus, que é também leve e juvenil, Força-V é inferior, porque parece “se esforçar em agradar”, enquanto o verdão é muito mais autêntico e com histórias e arte em perfeita harmonia.
Nota: 6,0.

Capitã Marvel #4 
Então… o final do arco se aproxima e este penúltimo capítulo começa bem, com bons diálogos e Carol Danvers se posicionando com mais convicção e desenvoltura, a ponto de comandar um breve encontro com outros líderes, incluindo seu parceiro de Os Supremos, o Pantera Negra. Porém, quando a ação acontece, novamente percebemos os limites das autoras que, reassalta-se, não são especialistas em quadrinhos, e sim em roteiros para TV, Michele Fazekas e Tara Butters: o andamento torna-se truncado, situações meio sem explicações surgem e terminam, e lá no final um dos adversários alienígenas muda de ideia tão subitamente que parece um conto infantil – com todo o respeito às crianças, claro.

Carol Danvers pede conselhos para amigos poderosos em um bom momento desta HQ

Interessante que uma folheada nesta série traz uma impressão agradável, afinal o time Kris Anka, Felipe Smith e Matthew Wilson é competente, mas quando lemos até mesmo essa arte parece com problemas. Isso é, também, resultado da qualidade dos roteiros. Infelizmente esta continua sendo uma série mediana. Carol Danvers merecia mais.
Nota: 5,0.

Homem-Formiga #4
O humor fino desta série continua preciso, com uma grande quantidade de situações impagáveis. Sim, nem todos os leitores parecem curtir, mas o Homem-Formiga é uma das mensais mais consistentes da fase Totalmente Nova, Totalmente Diferente. De certa forma, é uma continuação espiritual de Os Inimigos Superiores do Homem-Aranha (saiu no Brasil na “Teia do Homem-Aranha Superior”), onde Nick Spencer mostrou, em grande estilo, que pode garimpar com maestria o catálogo da Marvel e trabalhar com qualquer personagem nível-Z de forma interessante. Aqui, ele faz essa mágica novamente, com a participação do super vilão Voz – basicamente, alguém cujas cordas vocais comandam outras pessoas (pena que há algumas piadas que se perdem na tradução). Há também um outro vilão que faz uma pequena e impagável ponta junto ao novo Gigante. Porém, o foco deste capítulo está nas relações interpessoais de Scott Lang, tanto com suas namoradas quanto, principalmente, com sua filha Cassie. Parece que nosso amigo, por mais que se esforce, por mais que tente, por mais que queira, simplesmente não consegue fazer a coisa certa. Essa é talvez a grande característica que o distingua de tantos outros heróis e, por isso mesmo, seu grande apelo.  
Nota: 8,0.

Nota Final para esta Edição: 7,2.

Resenha de Guerras Secretas Futuro Imperfeito #1 – Panini Comics

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Peter David é um dos últimos grandes nomes dos anos 80 ainda em atividade na Marvel. Autor de clássicos do Homem-Aranha, do X-Factor e do Hulk, como a fase do “Professor”, foi também o escolhido pela editora para adaptar a gigantesca série de livros A Torre Negra, de Stephen King, para as HQs. O prolífico autor sofreu um derrame em dezembro de 2012 e, apesar de recuperar-se bem, desde então obviamente diminuiu seu ritmo de produção.

. Volume de Spoilers: poucos.

Este tie-in de Guerras Secretas foi escrito, portanto, depois desse susto e resgata uma de suas mais marcantes criações, o temível Maestro – uma versão alternativa mais velha, poderosa, inteligente e implacável do Hulk, cuja primeira aparição ocorreu exatamente na minissérie original Futuro Imperfeito (1992), a inspiração para esta espécie de sequência, 23 anos depois.

Aqui, Maestro é o Barão do Domínio conhecido como Distopia. David traz para a nova história alguns dos participantes da minissérie original, como Janis, a intrépida neta de Rick Jones, e uma injustamente esquecida Ruby Summers, a mutante de pele de quartzo-rubi criada por ele durante sua longa e cultuada fase no X-Factor dos anos 2000.

A premissa deste Futuro Imperfeito é simples: o Barão de Distopia decide enfrentar Deus Destino. Maestro simplesmente não acredita que ele é onipotente e traça um ousado plano para derrotá-lo.

A história começa bem, focando no movimento rebelde que combate o Barão Maestro, e logo temos a chance de acompanhar um clássico confronto entre dois titãs da Marvel. Mas, como sabem, guardo algumas informações quando acho que podem estragar o prazer do colega leitor. Portanto não revelo quem é o herói que desafia o Hulk, mas saibam que aqui é uma versão alternativa, inclusive com um alter ego diferente do tradicional. Esse herói torna-se um dos protagonistas da história que, claro, traz algumas outras surpresas, reviravoltas e (bons) duelos, como aquele em que o verdão humilha um antigo vilão do elenco de Thor. O final, embora não seja totalmente inovador, é elegante e singelo ao mesmo tempo.

A arte ficou por conta de Greg Land, polêmico ilustrador que gosta (muito) de referências fotográficas de celebridades e modelos e, por isso mesmo, não se preocupa com fundos, muito menos em imaginar máquinas, cidades ou criaturas diferentes. Não há nada de novo em seu trabalho aqui, mas seu Maestro está interessante e bem delineado, parecido com o design do seu criador, o magnífico George Pérez, como a bela capa demonstra. Apesar das críticas, como a arte de Land é facilmente reconhecida, torna-se única, com personalidade. Por isso mesmo, como acontece com todos os outros desenhistas com um estilo pessoal, seu trabalho combina melhor com certos tipos de histórias. Aqui, no geral, agrada.

David está à vontade na condução de seu Maestro e dos demais personagens, mas não se esmera muito em descrever a realidade de Distopia ou aprofundar seus protagonistas. O roteiro é correto, há bons combates e algumas novidades, mas é sem dúvida uma HQ mediana, que pode agradar mais quem gosta do Hulk. É curioso apontar que, embora seja um personagem cult, a editora utilizou raríssimas vezes o Maestro desde sua inesquecível performance na Futuro Imperfeito original. É um grande personagem, que poderia render histórias melhores e combates inesquecíveis, bem além do que vemos aqui.

Nota: 6,0.

Lido: Maiores Clássicos do Incrível Hulk #1 (Editora Panini)

Capa de The Incredible Hulk 331, a escolhida para ilustrar o encadernado nacional

Capa de The Incredible Hulk 333, a escolhida para ilustrar o encadernado nacional

. Volume de Spoilers: Moderado, com algumas revelações.

A excelente coleção “Os Maiores Clássicos” da Panini Comics continua expandindo seu portifólio e finalmente lança a primeira edição com o ícone Hulk. Uma das dificuldades da editora ao tratar com um personagem com um enorme catálogo e com várias fases memoráveis é exatamente escolher por onde começar.

A opção, com o início da fase do escritor Peter David, é falsamente óbvia. Isso porque, apesar de ser um escritor venerado e com seu nome eternamente associado ao titã Marvel, traz um “problema” para a Panini: ele ficou por quase 13 anos ininterruptos à frente do título. Ou seja, teoricamente a editora levará muitos anos e precisará de muitos volumes para concluir o “conjunto da obra” do autor. Para tanto, é imprescindível que o #1 venda bem (218 pgs, R$ 29,90).

Se conseguir, ótimo, mas fica aqui a primeira ressalva para quem deseja colecionar esta nova série de encadernados. Já para quem nunca leu nada desta Fase, e quer conhecer, fique tranquilo que certamente é uma jornada extremamente recompensadora – ao menos do ponto de vista das histórias, pois a arte várias vezes fica aquém do texto.

 Sobre a edição #1:

Coleciona as histórias originalmente publicadas em The Incredible Hulk # 331 a #339 (1987), que foram as primeiras aventuras escritas pelo genial Peter David. Os desenhos são quase todos de um iniciante Todd McFarlane, sendo uma história apenas desenhada por John Ridgway.
É importante ler os textos introdutórios, onde o próprio David relembra como foi convidado a trabalhar no título e qual era o seu plano original, além de comentários sobre o então desconhecido McFarlane. A Panini também acrescentou uma necessária recapitulação dos eventos anteriores ao início da Fase, essencial para o leitor se situar com relação à cronologia do Universo Marvel, ao status quo do personagem principal e também dos coadjuvantes e vilões.

1. A história inicial envolve os Caça-Hulk originais, comandados pelo agente da SHIELD Clay Quartermain, e sua busca em capturar um novo e cabeludo Hulk, na verdade alter ego do Rick Jones, enquanto Bruce Banner aparentemente está livre da maldição (ele tinha acabado de passar pela fase em que vivia separado do monstro verde) e casou-se recentemente com a antiga paixão Betty Ross. De cara, Peter David já impõe sua marca: diálogos caprichados e caracterizações cuidadosas, e uma boa dose de humor, geralmente do tipo “negro”. Também acrescenta dois coadjuvantes: Ramón, que se diz ex-marido de Betty (!?!), e um esquisito agente funerário, chamado Sterns. A história termina com o surgimento do Hulk Cinza, dono de uma personalidade bem mais articulada e sacana que as versões verdes anteriores. Vale lembrar que, na sua estréia, na HQ de origem de Stan Lee e Jack Kirby, o personagem era também cinza.

2. Na história seguinte, tem-se a resolução do status do Hulk Jones, do ressurgimento do vilão Líder e como se dá a existência do Hulk Cinza. Com isso, David fecha a confusa situação dos protagonistas deixada pelas equipes criativas anteriores e estabelece um novo terreno onde poderá trabalhar seus famosos contos e personagens bizarros, quase sempre com uma enorme carga de emoção e humanidade.

3. É assim que, na 3ª história, temos finalmente o primeiro exemplar genuíno do modus operandi clássico do autor em sua Fase-Hulk: nas primeiras duas páginas, somos apresentados a uma dona-de-casa que apanha constantemente do marido, por acaso o xerife de uma pequena cidade do meio-oeste dos EUA. O envolvimento do Hulk na cidadezinha é um pretexto para trazer à tona a história do casal e encerrar o drama pessoal da dona-de-casa. Material com certeza rico para os diálogos do autor. Ainda apresenta uma interessante explicação para as variantes verde e cinza do anti-herói.

No entanto, até aqui os desenhos de McFarlane ainda são pouco inspirados e, a bem da verdade, com uma série de erros de proporção, falhas de perspectivas e enquadramentos esquisitos e mal-resolvidos. Percebe-se o esforço dos arte-finalistas – todos veteranos – em aprimorar e corrigir o que for possível.

4. É só na história seguinte, com a chegada do arte-finalista Jim Sanders III, que Todd McFarlane começa a ganhar consistência, inclusive melhorando sensivelmente a narrativa. Aqui o Hulk enfrenta uma nova ameaça, o Meia-Vida, enquanto Banner tem que se entender com o ex-marido da Betty, Ramón – aliás um tremendo estereótipo de latin lover pobretão, mas tudo bem. Quem também ganha destaque é o Doutor Sansom, que vinha colaborando com os Caça-Hulk, bem como Rick Jones e Clay Quartermain.

5. Aí então chega “O mal que os homens fazem”, uma história completamente diferente e inovadora do personagem. David dá um tempo em todos os coadjuvantes e traz um conto sobrenatural, misterioso e intrigante, somente com o Hulk Cinza e sua passagem por outro canto perdido do interior da América. Espertamente, os editores chamaram um desenhista diferenciado, John Ridgway, mais apropriado para o tom soturno da HQ e que conta por passagens em Hellblazer (de fato, há um quê de Vertigo aqui).

6. e 7. As duas histórias seguintes são uma mini-saga envolvendo com consistência o grupo mutante X-Factor, aqui em sua primeira formação, ou seja, com os X-Men originais: Ciclope, Jean Grey, Homem de Gelo, etc. Cheia de ação, é uma clássica aventura tipo team-up de heróis, que brigam e depois se aliam, mas com inúmeras consequências para o Hulk e seus antagonistas: uma corrupta SHIELD e seus Caça-Hulk. Finalmente, McFarlane aparece mais solto e começa a produzir imagens mais icônicas dos heróis. Em suma, é uma aventura bem amarrada e divertida.

8. e 9. As últimas duas histórias são ótimos exemplos também da qualidade dos roteiros de Peter David, e de sua criatividade em inventar adversários diferenciados, como Clemência e um garotinho amnésico, este retirado de uma aventura antiga do Homem-Aranha. Novamente, em cada oportunidade o autor apresenta personagens marcantes, apesar de efêmeros, pois são histórias fechadas, curtas, mas contundentes.

Assim termina o primeiro volume da épica participação de Peter David com o Hulk. Que venham os próximos!

Conclusão:
– Encadernado histórico, primeiras HQs do Peter David com o Hulk.
– Arte irregular, não chega a atrapalhar, mas poderia render mais qualidade ao volume.
– Boa pedida para quem gosta de abordagens diferenciadas para personagens clássicos.
– Fãs das HQs dos anos 80, de McFarlane e de Rick Jones deverão curtir.
Nota: 8,0.